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O Sol da Caparica: quatro dias de música, praia, surf, música e cultura urbana

O parque urbano da Costa de Caparica, em Almada, vai receber, dos dias 13 a 16 de agosto, o festival Sol da Caparica, com mais de 30 nomes a passarem pelo evento. BLITZ terá palco no festival.

O mote mantém-se inalterado: artistas que cantem na língua de Camões. Desta feita, o festival contará com a presença de músicos portugueses, brasileiros, angolanos, cabo-verdianos e são-tomenses. "Queremos um festival positivo, popular, com boas "ondas", pois estamos na Costa da Caparica", é possível ler-se na mensagem de António Miguel Guimarães, diretor artístico e de produção do festival. "Um festival em que a língua de expressão portuguesa seja dominante, sem exclusão de outras, em que os artistas de Portugal, Brasil e dos Palops tenham espaço e prazer em apresentar nas melhores condições de produção as suas criações, promovendo o respeito absoluto pela diversidade cultural", acrescenta-se. O evento foi ontem apresentado aos jornalistas num percurso fluvial entre Lisboa e Almada. Do reggae, ao rock, passando pelo hip-hop e fado, o cartaz é vasto e conta com artistas de renome a nível nacional, como Xutos e Pontapés (a banda de Tim, Zé Pedro, Kalú, Cabeleira e Gui já não tocava na Caparica há mais de duas décadas), Luís Represas, Carlão, Resistência ou Linda Martini. Mas também é possível encontrar artistas internacionais como Marcelo D2 (nome maior do panorama hip-hop brasileiro, criador de êxitos como "Desabafo" e "Qual É?", que poderá aproveitar a presença de Dengaz para interpretar "Tamojunto"), Tito Paris (ícone da música cabo-verdiana) e Paulo Flores (25 anos de carreira, mais de quinze discos editados, um verdadeiro símbolo da música angolana). O último dia do festival, domingo, será, à imagem do ano passado, inteiramente dedicado aos mais pequenos, propondo várias atividades, diversão e animação. Para além da música do Avô Cantigas e de Luísa Sobral no palco SIC/RFM, ambos com espetáculos pensados especialmente para os mais novos, O Sol da Caparica contemplará também atividades de dança, de forma a estimular a interação entre pais e filhos: tradicionais, modernas, etnográficas, um pouco de tudo. Haverá espaço para workshops de danças africanas, a cargo dos Batoto Yetu, e de danças do mundo, através do coletivo Pé de Chumbo, ligado ao festival Andanças. No palco SIC/RFM será possível assistir ainda a uma dance battle a cargo da academia de dança Show It, que mais uma vez envolverá progenitores e descendentes. Os mais pequenos poderão ainda dirigir-se ao espaço Lugar das Histórias para ouvirem as histórias contadas por Maria Remédio, Madalena Marques, Catarina Claro e Silva Moreira, mas também terão oportunidade de se sentirem verdadeiras estrelas ao subirem ao palco BLITZ, adornado com uma decoração especial, para uma fotografia de recordação d'O Sol da Caparica. Isto para não falar dos insufláveis para saltarem e queimarem energias, um acampamento de índios para brincarem como heróis do cinema, rampas de skate e um espaço onde todos poderão tentar ser artistas de grafiti. No decorrer do Sol da Caparica será ainda apresentado ao público o projeto Debaixo da Língua, uma iniciativa que tem vindo a ser desenvolvida por Rui Miguel Abreu, colaborador da BLITZ, blogger e radialista da Antena 3, e que consiste em 15 conversas que percorrem o universo musical da língua portuguesa. Foram convocados para esta série de conversas artistas como Marcelo D2, Capicua, Sérgio Godinho, Samuel Úria, Miguel Araújo, Kalaf ou Pedro da Silva Martins (Deolinda), entre outros, nas quais serão reveladas relações íntimas com a nossa língua, histórias pessoais, palavras favoritas e reflexões sobre o que significa escrever na língua que viu nascer canções como "Vou Dar de Beber à Dor", "Frágil", "Remar Remar", "Garota de Ipanema", "Sôdade", "Mariquinhas", "Dunas" ou "Poetas de Karaoke". O projeto Debaixo da Língua contará ainda com um espaço no festival que oferece a oportunidade do público usar da palavra para qualquer intervenção poética ou dissertação. Será possível encontrar no recinto zonas dedicadas ao surf (uma praça montada com várias entidades ligadas à modalidade que irão desenvolver várias atividades com o público), ao skate (com um half pipe), à arte urbana (pintura de um mural no recinto; exposição de contentores) e à sétima arte (com a exibição de curtas metragens nos ecrãs de ambos os palcos). "No ano passado estiveram presentes no festival cerca de 65 mil pessoas e esperamos que, este ano, seja possível aumentar o número de visitantes. São 33 artistas de nomeada a apresentar os seus mais recentes trabalhos", realçou António Miguel Guimarães. O Sol da Caparica realiza-se nos dias 13, 14, 15 e 16 de agosto, a entrada diária custa ¤15,00 (no dia 16, o da criança, custa ¤2,00, sendo que, as crianças até aos 6 anos não pagam) e o passe para os quatro dias ¤35,00. Cartaz 13 DE AGOSTO: Camané, Carlão, Dengaz, Dj Marfox, HMB, Marcelo D2, Resistência, Richie Campbell, The Legendary Tigerman, UHF, Mimi Cat 14 DE AGOSTO: Brigada Victor Jara, Dino D'Santiago, Jorge Palma, Linda Martini, Paulo Flores, Paulo Gonzo, PAUS, Tim, Vitorino & Som Habanero, Oquestrada, Mastiksoul 15 DE AGOSTO: Agir, Batida, Luís Represas, Miguel Araújo, Regula, Tito Paris, Xutos & Pontapés, Tiago Bettencourt, Berg, Djay Rich & António Mendes 16 DE AGOSTO: Luísa Sobral, Avô Cantigas Foto: Dário Cruz