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O Sol da Caparica: o vigor e eficácia dos Linda Martini

Apesar das interferências oriundas do palco principal, os Linda Martini foram os protagonistas do melhor concerto da segunda noite d'O Sol da Caparica, no palco BLITZ.

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O Sol da Caparica: Linda Martini

Especializados na arte de descarregar energia em palco, traduzida em elevados níveis de decibéis na plateia, os Linda Martini assinaram, provavelmente, o melhor concerto da noite no festival O Sol da Caparica, onde não faltaram visitas aos diferentes episódios da sua carreira e pedidos de contenção de volume ao palco principal, o que não deixa de ser curioso dada a natureza da música servida pelo quarteto - na altura em que Hélio Morais se dirigiu ao microfone para proferir tal comentário, Tim interpretava "Por Quem Não Esqueci", acompanhado pela sua viola acústica e os seus companheiros de aventura. Os Linda Martini amadureceram com o tempo. As trocas de calendário trouxeram ao coletivo maior eficiência no exercício ao vivo, não só a nível de instrumentação, mas também de atitude. A própria componente vocal, talvez o maior ponto fraco até à data da banda lisboeta, evoluiu consideravelmente: André Henriques parece ter encontrado a afinação certa e as próprias berrarias em conjunto são medidas, já não se trata de gritar só por gritar. E tem tudo a ver com a própria maturidade, quer a nível de letras quer a nível de abordagem, alcançada em Turbo Lento, o mais recente disco, editado em 2013, visitado ontem por temas como "Panteão", "Febril (Tanto Mar)", "Ratos" e "Volta". É fácil pregar para uma plateia de convertidos (se há coisa que não falta nos concertos dos Linda Martini é devoção incondicional, facilmente comprovada pelos cartazes erguidos e pelas reações efusivas na plateia), mas o coletivo consegue sempre despoletar a curiosidade daqueles que se cruzam com a sua sonoridade e acabam por se deixar contagiar. "Gosto do som destes gajos, são porreiros!", comenta um casal ao nosso lado, acabado de chegar do concerto de Tim (por esta hora terminado), enquanto o quarteto interpreta "Cem Metros Sereia", o último tema da noite antes do encore. Texto: Manuel Rodrigues Fotos: Dário Cruz