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NOS Alive'15: Future Islands trazem o rock a Algés e fazem a tenda transbordar

Algures entre Elvis e Morrissey, Samuel T. Herring dança que se desunha e leva o público à histeria no palco Heineken.

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Avaliando pelo sucesso que Singles, o excelente quarto álbum dos norte-americanos Future Islands, atingiu no ano passado, não foi uma total surpresa a multidão que se concentrou no palco Heineken para os receber. Fortemente ancorado no carisma do vocalista Samuel T. Herring, o grupo da Carolina do Norte passou em revista o álbum que os tirou do (quase) anonimato mas não se esquivou a fazer incursões pelo percurso anterior.

"Somos os Future Islands e estamos muito felizes por estar aqui", assume Herring ao entrar em palco, "esta é a nossa segunda vez na vossa linda cidade" acrescentou ainda, antes de dizer que não está aqui para falar mas para dar música aos portugueses. O início, calmo, ao som de "A Dream of You and Me", um dos temas fortes de Singles, foi suficiente para confirmarmos que o que temos à nossa frente é um verdadeiro animal de palco. Entre espasmos e movimentos pélvicos que o colocam algures entre Elvis Presley e Morrissey, a dança de Herring vai levando a multidão à histeria.

Sempre muito compenetrado, o músico faz uma ressalva antes de seguir por "Sun in the Morning": "está uma noite linda, mas vamos celebrar o sol". Poderia pensar-se que o público esmoreceria quando a banda decide viajar até ao segundo álbum, mas o dramatismo gutural - quase Rammsteiniano - de "Walking Through That Door" e uma "Long Flight" dedicada a todos os músicos que passam hoje pelo festival não deixam ninguém descansar.

A pose evangelizadora de Herring resulta tão bem quando pergunta "do you believe in love?" numa cavalgante "Before the Bridge" quanto nos muitos aplaudidos regressos ao presente "Doves" e "A Song for Our Grandfathers", que acalma o ritmo antes de "Light House" fazer a ponte para o grande momento da atuação: uma muito celebrada "Seasons (Waiting on You)", considerada de forma quase consensual um dos grandes singles de 2014.

Como em todos os concertos em festivais, há sempre alguém a perguntar "quem é a banda?". O dos Future Islands não foi exceção, mas acreditamos que depois desta noite serão poucos aqueles que esquecerão do estrondo que é vê-los em palco.

Texto: Mário Rui Vieira

Fotos: Rita Carmo/Espanta Espíritos