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NOS Alive'15: Entre pub irlandês e planície americana, James Bay deixa-se surpreender pelo público português

Na estreia em Portugal, a voz de "Hold Back The River" foi recebido por um público numeroso e elogiou "o belíssimo local" onde atuou ao pôr-do-sol. Acompanhe o NOS Alive no nosso site.

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Jovem inglês de apenas 24 anos, James Bay entra em palco à hora marcada - a pontualidade continua a ser uma das virtudes do NOS Alive - e é prontamente recebido com gritos entusiasta das muitas fãs que se concentram frente ao palco. Frente ao palco NOS e longe das grades, porém, a plateia é já numerosa, mercê provavelmente da força dos cabeças de cartaz, Muse, que esgotaram este primeiro dia de festival (e até há um drone a sobrevoar as nossas cabeças - fará parte do 'arsenal' dos ingleses, que acabam de lançar um disco do mesmo título?). Depois de os Wombats terem finalmente tocado em Portugal - há muitos anos, eram esperados em Paredes de Coura, mas a visita da rapaziada de "Let's Dance To Joy Division" ao Minho nunca se deu -, James Bay desfilou satisfeito as suas canções de amor e ternura. Dono apenas de um álbum, Chaos and the Calm, e alguns EPs, o cantor e compositor não faz ondas à beira Tejo, antes aproveita a relativa calmaria de fim de tarde para partilhar canções como "Craving", "If You Ever Want to Be In Love", "Scars" e "Hold Back The River", o seu maior êxito, com um público que diz ser surpreendente. Na multidão, canta-se efetivamente as letras do britânico com acerto, tal como também se exibem máscaras de animais, tira selfies com farturas e, nalguns casos, põe-se a conversa em dia ("You feel good?", pergunta a certa altura Bay. "You Phil Collins?", gargalham a nosso lado dois rapazes). À semelhança de outros artistas do cartaz, James Bay, que atua com uma banda de três músicos mas, por vezes, fica sozinho em palco, tem um repertório seguro e à prova de bala radiofónica; os seus temas parecem ter um pé num qualquer pub irlandês e outro numa planície americana onde bandas como Kings of Leon servem de banda sonora. Ali ao lado, o sol põe-se e James Bay não é indiferente à beleza do cenário, elogiando o festival, o público e ganhando dos fãs grandes coros afinados. Tudo está bem quando acaba bem - o senhor que se segue, no palco NOS, é Ben Harper, e do palco Heineken chegam-nos bons ecos do participado concerto dos escoceses Young Fathers. Texto: Lia Pereira Fotos de: Rita Carmo/Espanta Espíritos