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NOS Alive: com os Sheppard vamos todos para a Austrália ser felizes

O sol já foi embora, mas isso não será culpa da música positiva e exultante da banda dos Antípodas.

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Vêm de Brisbane, Austrália, tocaram no lusco-fusco e, apesar de terem apanhado meio mundo a jantar, fizeram a festa como se lhes tivesse calhado o primetime. Não há, convenhamos, nada de novo na música dos Sheppard, uma daquelas bandas que sempre existiram e que continuarão a aparecer naquelas alturas em que o rock está adormecido (e está, não está?) e a rádio só passa aquela moda dos anos 80 ou 90 que nos põe felizes. Os Sheppard fazem músicas de refrão fácil, umas vezes mais soalheiras, outras mais carinhosas e arredondadas, ideais para encadernar momentos especiais que já não o serão daqui a três meses. Nada contra o efémero: se uma equipa de futebol precisa de um médio centro que não seja cepo, o "mundo da música" nunca dirá que não a quem, jogando para o lado, leva o jogo para prolongamento e, com sorte, para penalties. Dito isto, é de rock FM que falamos, liderado por uma parelha rapaz/rapariga que sabe entreter e, coisa não propriamente corriqueira na música ao vivo e a céu aberto, sabe cantar. A inspiração está toda no pop/rock americano dos anos 90 (não é por acaso que nos aparece, de permeio, uma versão de "Teenage Dirtbag", êxito de 2000 dos Wheatus), mas o século XXI pressente-se nos "oooh ahhhs" (refrães de onomatopeias) da folk comunitária dos Mumford, filhos, enteados e primos afastados. Estamos no verão e esta música é estival, para sorriso fotogénico e dança despreocupada. Ela lembra-nos uma Katy Perry do tempo do cabelo azul (se calhar é só pelo cabelo azul), ele tem aquele ar super profissional ("thank you so much" repetido ad aeternum), conservando também aquele brilho juvenil de "prom movie" americano. Ao seu lado, rapazes e rapariga coesos e a tocar de forma tão límpida como em disco, prova de que há poucos artifícios no premiado segundo álbum, Bombs Away. Por esta altura, já se saberá que o rebuçado ficou para o fim - o "hit" chama-se "Geronimo", toda a gente que não estava bem a ver quem são os Sheppard ficou logo a saber, e a mole humana já chega à torre de comando a meio do recinto principal. O jantar está a acabar e o aperitivo ainda há de vir: chama-se "Mumford & Sons". Texto: Luís Guerra Fotos de: Rita Carmo/Espanta Espíritos