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NOS Alive '15: Fãs de Sam Smith cantam 'todas as palavras' e emocionam o homem de 'Stay With Me'

O jovem de 23 anos é um enorme fenómeno de popularidade e justificou na perfeição a "promoção" do palco secundário para o salão nobre do festival.

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"Há um ano, estava naquela tenda, nos bastidores, em pânico porque pensava que podia não estar ninguém para me ver", recordou Sam Smith esta noite, numa das variadíssimas vezes em que se dirigiu ao público devoto. Mostrar gratidão, exprimir surpresa pelo rápido sucesso, partilhar desgostos de amor - comunicação não faltou a este espetáculo, o segundo do cantor londrino em Portugal e neste festival, que considerou um dos melhores onde alguma vez atuou. Mas nem só de palavras - faladas - se fez o regresso de Smith ao NOS Alive: acompanhado por uma banda que foi criando um sólido tapete pop, soul e até funky/disco, o jovem intérprete foi também generoso musicalmente. As canções do seu único álbum, In The Lonely Hour, sucederam-se em rendições que mostraram estar ultrapassado o problema de saúde que o afetou recentemente (teve de ser operado às cordas vocais). E houve ainda tempo para uma versão de Amy Winehouse: a grandiosa "Tears Dry on Their Own", enxertada de "Ain't No Mountain High Enough", "Le Freak" e outros clássicos da música com alma & swing. Que Sam Smith é uma das grandes estrelas pop da atualidade ninguém poderá contestar - o sucesso da sua estreia foi esmagador (ainda que, como garantiu antes de apresentar o hit "Money on My Mind", o dinheiro não seja a sua grande motivação), os fãs têm por ele verdadeira devoção (é arrepiante o coro de gritos que acompanha a sua entrada em palco e as suas intervenções faladas) e é provável que o fenómeno esteja para durar. Afinal, os ingredientes desta receita de sucesso são relativamente intemporais: uma voz 'clássica', seguríssima nos falsetes, canções de uma linhagem igualmente conservadora, muitas vezes romântica, e uma simplicidade no trato que também ajuda a conquistar a plateia. O 'efeito Adele' no desabrochar de artistas como Sam Smith é referido amiúde na imprensa britânica mas, pertencendo ou não ao clube de fãs da voz de "Leave Your Lover", é obrigatório reconhecer que o mérito da sua ascensão é sobretudo próprio e não alheio. A forma como personaliza as canções, revelando que neste disco se quis mostrar como realmente se sente (confissão que precedeu "I Told You Now"), ou ficando em palco com um acompanhamento minimal de piano e cordas para regressar às raizes (e desta viagem no tempo constaram "I Can't Help Falling in Love With You", de Elvis, ou a sua "Lay Me Down"), contribui também para o retrato de Sam Smith enquanto artista genuíno e honesto. Para o final deste concerto com o seu quê de "storytellers", a série da VH1 que colocava os artistas a tocar em modo confessional, ficaram "Make It To Me", momento grave de um álbum que o seu autor confessa ser algo "deprimente", num bonito a cappela; "Latch", a canção dos Disclosure que deu a conhecer a voz de Sam Smith ao mundo, e naturalmente o super-êxito "Stay With Me". Emocionado e agradecido por ver o público "a cantar todas as palavras!" das suas letras, a discreta estrela despediu-se por fim da numerosa plateia do NOS Alive e, a avaliar pela receção desta noite, não demorará a voltar. Lia Pereira Fotos de: Rita Carmo/Espanta Espíritos