Blitz

Uma parceria com o jornal EXPRESSO

siga-nos

Perfil

Notícias

NOS Alive '15: Alt-J encontraram palco à sua medida

O grupo britânico voltou ao lugar onde foi feliz mas, desta feita, atuou no maior palco do festival, fazendo jus à sua popularidade,

Alt-J
1 / 15

Alt-J

Alt-J
2 / 15

Alt-J

Alt-J
3 / 15

Alt-J

Alt-J
4 / 15

Alt-J

Alt-J
5 / 15

Alt-J

Alt-J
6 / 15

Alt-J

Alt-J
7 / 15

Alt-J

Alt-J
8 / 15

Alt-J

Alt-J
9 / 15

Alt-J

Alt-J
10 / 15

Alt-J

Alt-J
11 / 15

Alt-J

Alt-J
12 / 15

Alt-J

Alt-J
13 / 15

Alt-J

Alt-J
14 / 15

Alt-J

Alt-J
15 / 15

Alt-J

Há dois anos, uma multidão expectante acotovelou-se para ver os Alt-J neste mesmo festival. Na altura em promoção do badaladíssimo An Awesome Wave, a sua estreia certeira, os britânicos acabaram por conquistar sobretudo aqueles que conseguiam vê-los em palco - todos os brindados com menos centímetros de altura ficaram com uma ideia incompleta do que vale a banda de Leeds ao vivo. De regresso com um disco que não teve o mesmo impacto, os Alt-J voltaram hoje ao lugar do crime - o NOS Alive - mas ao seu "salão nobre", o palco NOS. E é evidente que o interesse dos fãs se mantém naquilo a que hoje, num curioso artigo do NME, vimos chamar "monktronica". Aos nossos olhos, a música dos Alt-J ergue-se como uma construção lego onde cabem peças de eletrónica, folk e pop, brilhando com uma certa contemporaneidade ou, pelo menos, dotada de uma frescura capaz de seduzir a plateia. "Something Good", "Tesselate", "Dissolve Me" ou "Matilda", com um lindíssimo coro coletivo, que os Alt-J não têm de pedir, destacam-se pela forma como congregam algum músculo (o baterista enverga uma t-shirt dos Bad Religion) e muita alma, bem visível na liturgia a cappela de "The Ripe and Ruin". O quente-frio desta música emotiva mas simultaneamente cerebral (voltemos a pensar no lego, ou num jogo de tetris) torna-os, a nosso ver, especiais, e os muitos fãs na multidão parecem concordar. Capazes de soar ora angelicais, ora alienígenas, os Alt-J contam ainda com um bom espetáculo de luzes e imagem (a fazer lembrar, numa escala muito mais modesta, os gráficos dos Massive Attack) e, ainda que os temas de This Is All Yours, o segundo disco, não pareçam dizer tanto aos ouvintes, ao vivo o corpo de trabalho dos ingleses soa honesto e coerente. "Adoramos este festival, temos muito boas memórias da primeira vez que cá viemos", vão repetindo os senhores que antecedem os Muse no cartaz. E, por uma vez, não nos custa acreditar nas palavras da banda que, com naturalidade, conseguiu manter o público do seu lado.

Lia Pereira

Fotos de: Rita Carmo/Espanta Espíritos