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NOS Alive '15: a relação de amor entre Ben Harper e o público português esfriou

O músico norte-americano apresentou-se ao vivo com os seus Innocent Criminals e duas mãos cheias de canções bem conhecidas do público, mas esteve manteve-se pouco atento ao espetáculo.

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Talvez seja porque os últimos projetos de Ben Harper, um disco folk/country com a sua mãe, Ellen, e uma colaboração com o bluesman Charlie Musselwhite, são mais marginais no seu âmbito do que a carreira que manteve nos anos 90. Talvez o homem de "Fight For Your Mind" já tenha vindo a Portugal tantas vezes que cada visita cause progressivamente menos interesse. Ou talvez os astros não estivessem simplesmente alinhados quando, acompanhado pelos seus Innocent Criminals, Ben Harper subiu ao palco NOS perante uma plateia simpática, mas não extremamente numerosa. A verdade é que, das várias vezes que já vimos o cantor, compositor e guitarrista ao vivo, esta terá sido das mais mortiças no que toca à reação do público e, talvez por arrasto, do entusiasmo em palco. Tempos houve em que a relação entre Ben Harper e os fãs portugueses era de paixão acalorada. Em 2015, ou seja, numa altura em que o disco "convencional" mais recente, "Give Till It's Gone", data já de há quatro anos, o californiano de 45 anos só consegue manter entrosado o público das primeiras filas. Na maioria do recinto, as conversas e os comes & bebes dominam, durante os temas elétricos mas sobretudo nos momentos em que Harper pega na guitarra acústica. Quando se senta para tocar lap steel, então, desaparece do ângulo de visão de boa parte dos espectadores, que mais alheados ficam do que acontece em palco. "But I cannot survive", canta em "Roses From My Friends", e neste ambiente é verdade que o som blues/soul/rock destes músicos se perde. Curiosamente, é com alguns temas com uns pózinhos de reggae - "Steal My Kisses From You" e "With My Own Two Hands" - que o público desperta e, embalado pelas vibrações mais estivais, se deixa levar de volta para o concerto. Possivelmente contagiado pela apatia da plateia, Ben Harper resume a comunicação verbal ao mínimo e não colará, com certeza, esta noite no seu álbum de melhores recordações de Portugal. Texto Lia Pereira Fotos de: Rita Carmo/Espanta Espíritos