Blitz

Uma parceria com o jornal EXPRESSO

siga-nos

Perfil

Notícias

NOS Alive '15: A jogar em casa, Chet Faker arrecada mais um triunfo

O músico australiano que há cerca de uma semana esteve no Coliseu de Lisboa voltou a mostrar que é um performer carismático. A juventude é o denominador comum na noite em que partilhou o palco principal com Sam Smith.

Chet Faker
1 / 13

Chet Faker

Chet Faker
2 / 13

Chet Faker

Chet Faker
3 / 13

Chet Faker

Chet Faker
4 / 13

Chet Faker

Chet Faker
5 / 13

Chet Faker

Chet Faker
6 / 13

Chet Faker

Chet Faker
7 / 13

Chet Faker

Chet Faker
8 / 13

Chet Faker

Chet Faker
9 / 13

Chet Faker

Chet Faker
10 / 13

Chet Faker

Chet Faker
11 / 13

Chet Faker

Chet Faker
12 / 13

Chet Faker

Chet Faker
13 / 13

Chet Faker

Tal como os Capitão Fausto foram chamados à última hora para substuírem Jessie Ware, Chet Faker recebeu uma convocatória tardia para se juntar ao cartaz do NOS Alive, atuando na vez do belga Stromae, impossibilitado por motivo de doença de comparecer no festival de Algés. Tendo atuado por duas vezes no Coliseu de Lisboa há apenas uma semana, o australiano arrisca-se a tornar-se num daqueles artistas de quem, à laia de piada mais ou menos carinhosa, se diz já terem casa em Portugal. Por enquanto, porém, o seu estado de graça mantém-se, e justificamente, dizemos nós. À semelhança de Sam Smith, Chet Faker, apenas quatro anos mais velho que o inglês, tem apenas um álbum editado. Built on Glass do lado do homem de Melbourne, In the Lonely Hour do do rapaz de Londres servem de cartão de visita - e a juventude foi um trunfo comum a duas das grandes atrações do palco principal nesta derradeira noite de NOS Alive. Numa altura em que o circuito da nostalgia e das bandas reformadas, com ou sem algo de novo para mostrar, prossegue a bom ritmo, é bom ver uma aposta em artistas em começo de carreira, e que o NOS Alive tenha promovido quer Sam Smith, quer Chet Faker, de um palco menor para o maior no espaço de um ano prova também que há, em Algés, um investimento na "formação", como se diria de um clube que aposta nos jogadores das suas escolas. Jovem veterano dos palcos, Chet Faker apresentou um espetáculo não muito distinto do que levou ao coliseu há poucos dias; nas grades, alguém exibia um cartaz dizendo "Let me touch your beard", e não há como negar que o carisma do artista de Melbourne ajuda à festa da sua aclamação. "No Diggity", a versão do clássico dos Blackstreet, de 1996, foi um dos primeiros momentos de comunhão com o público, que viria a aderir, igualmente e sem reservas, a "I'm Into You" ou, mesmo no final do concerto, à dupla "Gold" e "Talk is Cheap". Se Sam Smith se faz acompanhar por vários músicos e cantores de apoio, Chet Faker é um homem relativamente só; secundado por um guitarrista e um baterista, vai cantando, dançando e manuseando a maquinaria da qual sai a sua eletrónica quente, com alguns momentos mais cerebrais ou rítmicos mas, acima de tudo, com o coração na boca. Comum a ambos são o carisma e a competência com que conseguem conquistar os favores do público (mesmo quando, no caso de Chet Faker, à mesma hora tocavam, no palco Heineken, os Jesus and Mary Chain). Nesta noite de despedida do NOS Alive, cabe agora aos Disclosure fechar as hostilidades no palco principal. E, a acreditar nas palavras do seu amigo Sam Smith, os ingleses trazem consigo "a massive set". Fotos de: Rita Carmo/Espanta Espíritos