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Nicki Minaj é pressionada para não dar concerto em Angola

'Enquanto artista forte e independente, não devia estar a pedir a libertação do rapper Luaty Beirão?', questionou a Human Rights Foundation.

Nicki Minaj está sob fogo. O motivo é o concerto que tem agendado para Luanda, no próximo dia 19, parte de um evento de Natal no qual partilhará palco com vários músicos angolanos. A Human Rights Foundation, associação de defesa dos direitos humanos sediada em Nova Iorque, pediu à cantora e rapper para que cancelasse a sua atuação naquele país africano, justificando a sua demanda com os abusos que, defende, são perpetrados pelo governo liderado por José Eduardo dos Santos. Numa carta enviada a Nicki Minaj, Thor Halvorssen, fundador da Human Rights Foundation, deixou várias questões à cantora: "Enquanto artista forte e independente, não devia estar a pedir a libertação do rapper Luaty Beirão em vez de entreter o ditador e sua família de ladrões?", pergunta numa delas. Minaj ainda não respondeu à mesma, contudo. Halvorssen aponta o dedo ainda à filha do presidente angolano, Isabel dos Santos, que considera ser quem mais beneficia com o tráfico de "diamantes de sangue" em Angola, dando igualmente conta dos vários relatórios da Amnistia Internacional, Human Rights Watch, Freedom House e o Committee to Protect Journalists sobre os abusos da família Dos Santos.