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Música no Coração na organização do festival de Vilar de Mouros até 2021

A organização do festival de Vilar de Mouros vai ser entregue a um consórcio liderado pela empresa que detém os festivais Super Bock Super Rock e Meo Sudoeste, entre outros, caso vingue o protocolo que a maioria PS em Caminha leva na quarta-feira a sessão camarária.

A organização do festival de Vilar de Mouros vai ser entregue a um consórcio liderado pela promotora Música no Coração até 2021, caso vingue o protocolo que a maioria PS em Caminha leva na quarta-feira a sessão camarária. A proposta de acordo, a que a agência Lusa teve acesso, prevê o pagamento, pelo município, de 40 mil euros anuais ao consórcio constituído por três empresas, a Probability Makers, Música no Coração e Metropolitana - Edições Discográficas, a quem caberá a organização do evento a partir de 2016. Por sua vez, aquele protocolo - a celebrar entre a Câmara, a Junta de Freguesia de Vilar de Mouros, e o consórcio - prevê que este último pague àquela autarquia, pela cedência dos terrenos do Largo do Casal e do Largo Dr. António Barge, cerca de 75 mil euros durante os seis anos de vigência do acordo. O documento, que vai ser submetido na quarta-feira à apreciação e votação do executivo em sessão ordinária daquela autarquia do Alto Minho, inclui o pagamento de uma comparticipação da Câmara à Junta de Vilar de Mouros, que no final dos seis anos rondará os 105 mil euros. O consórcio formado pelas três empresas, "com larga experiência na realização de festivais de música", compromete-se ainda a criar uma empresa "que deverá ter sede em Caminha, e deverá ocupar um espaço cedido pela Câmara Municipal", para gerir o evento. Está ainda prevista a criação de uma comissão de acompanhamento, constituída por três elementos, em representação da Câmara, Junta de Freguesia e consórcio. O festival, que em 2016 vai decorrer entre os dias 25 e 27 de agosto, contará ainda com o apoio logístico da Câmara liderada pelo socialista Miguel Alves que, à Lusa afirmou que o regresso daquele evento integra "a estratégia de desenvolvimento do concelho, e de valorização do seu legado cultural, através da potenciação dos recursos naturais existentes mas também do espólio cultural material e imaterial, do qual faz parte a história do mais antigo festival de música de Portugal". "A aposta no regresso do histórico festival de música tem um impacto direto na economia do concelho, e da freguesia de Vilar de Mouros, quer pela qualificação da oferta cultural e/ou de eventos, quer pelo acolhimento de milhares de pessoas nos dias em que decorre", lê-se no texto do protocolo. O documento refere ainda "o impacto indireto na economia e prestígio do concelho de Caminha pela divulgação que permite ao território, por um lado, mas também pela possibilidade de investimento que a sua realização sempre potencia". Em abril passado, Miguel Alves anunciou o cancelamento da edição 2015 por "impreparação e incapacidade" da organização, a cargo da Associação dos Amigos dos Autistas (AMA) de acordo com o protocolo assinado pouco antes das eleições autárquicas de 2013 pelo executivo social-democrata anterior. Contactado na ocasião pela Lusa, o presidente da AMA, Marco Reis remeteu uma tomada de posição sobre o assunto para mais tarde, o que acabou por não acontecer. No final da edição de 2014, que marcou o relançamento do evento após um interregno de oito anos, Marco Reis anunciou o regresso em 2015, entre 30 de julho e 01 agosto com um cartaz para "arrastar massas", até à mítica aldeia daquele concelho do distrito de Viana do Castelo. Lusa Foto: DR/Gesco