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Muse no NOS Alive'15: Onde param os Drones, afinal?

Banda de Matthew Bellamy apresentou novo álbum e juntou-lhe todos os êxitos que se exigiam num concerto competente, sem drones mas com balões e confetti.

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Foram uns Muse com álbum fresquinho para apresentar que subiram esta noite ao palco maior do NOS Alive'15. Os grandes cabeças de cartaz da edição deste ano do evento de Algés estiveram competentes como sempre, mas trouxeram com eles um espetáculo visualmente mais pobre que o habitual. Os prometidos drones "resumiram-se" aos temas do novo registo, mas não faltaram balões e chuva de confetti.

"Psycho", uma das canções mais fortes de Drones foi servido logo a abrir, com uma bateria ribombante que aqueceu bem os ânimos para "Supermassive Black Hole", provavelmente o tema mais emblemáticos do trio de Teignmouth. Foi, de resto, assim que a banda decidiu coser o restante alinhamento, cruzando temas novos - uns mais bem recebidos do que outros - com os sucessos de uma carreira discográfica que já passou a barreira dos 15 anos.

Se "The Handler", com Bellamy em modo operático e o palco inundado por um dilúvio de luzes flashantes, ainda precisou de apresentações, "Dead Inside", servido momentos mais tarde, já foi recebido de braços bem abertos e coro gigante, a plenos pulmões, provando que não fica nada mal na respeitável galeria de êxitos do trio. Pelo meio, "Plug in Baby", resgatado ao velhinho Origin of Symmetry, fez as delícias dos fãs de longa-data.

Os Muse são hoje uma máquina bem oleada e Bellamy sabe como poucos comandar as tropas de admiradores que encontra pela frente sempre que a sua banda visita o nosso país. "Hysteria" e, sobretudo, "Starlight" e "Time is Running Out" rebentaram como uma bomba nos ouvidos da plateia, que reagiu em concordância com aquilo que lhe era exigido. Pelo meio, as novas "Reapers", mais as suas linhas de guitarra entrelaçadas, e "Mercy" provaram que Drones consegue traduzir-se bem para palco.

"Madness", cantada quase em modo sussurro, e "Supremacy", mais a sua tempestade de bateria e riffs pedidos emprestados aos Led Zeppelin, relembram que The 2nd Law, o álbum anterior, não foi totalmente esquecido. Em hora e meia de atuação, os Muse tiveram ainda tempo para um curto encore, que completou a história da discografia da banda (de Showbiz, o disco de estreia, nem a versão de "Feeling Good" hoje ouvimos), com "Uprising", resgatado a The Resistance, de 2009, e, a terminar em grande, "Knights of Cydonia", momento sempre apetecível de Black Holes and Revelations.

Pode não ter sido o concerto mais inspirado que os Muse deram em terras lusas, mas o enamoramento com o público português continua a ser enorme - Bellamy transformou a bandeira das quinas numa capa, no final - e a competência permanece a correr forte nas veias dos três músicos que há muito saíram da sombra do epíteto de novos Radiohead.

Texto: Mário Rui Vieira

Fotos: Rita Carmo/Espanta Espíritos