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Moonspell ao vivo no Coliseu de Lisboa: Sem extinção à vista

Ainda com os ecos da entrada estrondosa na Billboard e dos concertos esgotados em França e Espanha, a banda portuguesa chegou a Lisboa para um concerto triunfante.

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Ao contrário do que aconteceu com o anterior Alpha Noir, para Extinction não houve um concerto de lançamento "oficial" - leia-se: um espetáculo marcado propositadamente para celebrar o lançamento do novo disco - mas, desta vez, o público português teve oportunidade de ver a mais internacional das bandas lusitanas em digressão, o que, ao longo dos anos, não tem sido propriamente comum. Ocasião especial, portanto; com direito a convidados especiais. Os primeiros foram os Bizarra Locomotiva, que aproveitaram para mostrar o novíssimo Mortuário e, pelo caminho, assinaram a atuação com melhor som de toda a noite. Com "Na Febre de Ícaro" logo na abertura e a já habitual participação de Fernando Ribeiro em "O Anjo Exilado", o quarteto de Miguel Fonseca e Rui Sidónio até pode ter tocado frente a uma plateia ainda a meio gás, mas superou as expectativas dos fiéis e agarrou pelo pescoço quem ainda não o tinha visto em palco com o sucessor do Álbum Negro. Companheiros de digressão dos Moonspell, os gregos Septic Flesh subiram a palco armados com Titan, do ano passado, mas o seu death metal sinfónico soou demasiado estéril para que se possa dizer que fizeram mais que entreter uma plateia que estava, claramente, à espera da atração da noite. Com pontualidade britânica (que, ironicamente, na realidade é 100 por cento nacional), à 16ª data consecutiva desta mais recente viagem pela Europa e sete anos depois da última passagem pela sala das Portas de Santo Antão, os Moonspell subiram ao palco às 23:05, com "Breathe (Until We Are No More)" e "Extinct" a darem o mote para um alinhamento de duas horas em que foi dada especial atenção ao registo de estúdio acabado de editar. Bastou, no entanto, chegar ao terceiro tema para se perceber que Fernando Ribeiro e companhia não iam ignorar o passado, com "Night Eternal", seguida de "Opium" e "Awake!", ambas de Irreligious, a darem continuidade à prestação. Com a capa do disco mais recente como pano de fundo, Pedro Paixão dedicado apenas às teclas, Ricardo Amorim particularmente inspirado na guitarra e todo o grupo a revelar uma coesão invejável, lamenta-se apenas o som desequilibrado, a que não será alheia a acústica da sala. Ao alinhamento não haverá, certamente, defeitos a apontar por parte de quem queria ouvir temas novos, com "Funeral Bloom", "Medusalem", "Domina", "Malignia" ou "The Future is Dark" a mostrarem a versatilidade que, mais de duas décadas de carreira depois, continua a caracterizar uma banda que insiste em reinventar-se de forma a alimentar um percurso que não tem fim à vista. Pelo meio houve surpresas como "Raven Claws", que não tem sido contemplada nesta tour e trouxe ao palco a italiana Mariangela Demurtas (dos Tristania), e, já na segunda metade do concerto, uma "Em Nome do Medo" vocalizada em "dueto" com o sempre endiabrado Rui Sidónio. A comemorar duas décadas este ano, a estreia Wolfheart acabou por ser o segundo foco de atenção nesta noite, sobretudo na reta final. A viagem ao passado começou com as muito celebradas "Vampiria", "Ataegina" e "Alma Mater", sendo que os três temas foram recebidos de forma visivelmente entusiasta pela plateia cheia do Coliseu dos Recreios. Já em encore e para um final apoteótico, o quinteto "desenterrou" a "Wolfshade (A Werewolf Masquerade)" e voltou novamente a "Irreligious" com "Mephisto" e, a anteceder a saída de palco sob uma chuva de aplausos, "Full Moon Madness". Texto: José Miguel Rodrigues Fotos: Rita Carmo/Espanta Espíritos