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MEO Sudoeste: Emeli Sandé traz a soul à Zambujeira e guarda o melhor para o fim

Uma boa voz, um concerto a roçar a monotonia e "as três músicas" que passam na rádio.

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Três anos depois de Our Versions of Events, e no momento em que prepara um segundo álbum, a britânica Emeli Sandé trouxe ao MEO Sudoeste um concerto recheado de soul que ao fim de cinco ou seis músicas entrou facilmente na repetição. "Heaven", o tema que deu início à sua escalada para o sucesso, abre a atuação numa versão adaptada ao palco que continua a trazer-nos os Massive Attack (era Blue Lines) à memória, mas os sucessos ficam sabiamente (ou não) guardados para o final, com a balada "Read All About It, Part III", "My Kind of Love" e, a encerrar, "Next to Me", vestida de guitarra gingona, a arrancarem do público reações moderadamente entusiasmadas. Apoiada na força de um coro competente e de uma banda que coloca em grande destaque a percussão - dotando de exotismo canções como "Wonder" (de Naughty Boy) -, Sandé dá bom uso à voz, que nos faz lembrar uma Beyoncé mais recatada, e aproveita até para apresentar música nova: a balada "Sweet Architect" está prometida para o segundo álbum. "What I Did for Love" (colaboração da artista com David Guetta ou "aquela que passa na rádio", como diz alguém ao nosso lado), "Free" (outra colaboração, com os Rudimental), entrecruzada com o clássico celebrizado por Nina Simone "I Wish I Knew How It Would Feel to Be Free" e "Lifted" (novamente uma colaboração com Naughty Boy), ajudam a compor o alinhamento. "Obrigado pela vossa energia", agradece a artista antes de terminar, mas a verdade é que nos pareceu que a referida "energia" ficou contida para explodir ao som mastodôntico de Calvin Harris, o senhor que se segue. Texto de: Mário Rui Vieira Fotos de: Rita Carmo/Espanta Espíritos