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Lenny Kravitz exuberante no segundo dia do MEO Marés Vivas: 'Quero mudar-me para cá!'

Naquele que foi o melhor concerto da noite, Lenny Kravitz hipnotizou o público da praia do Cabedelo, com uma presença e entrega inquestionáveis do princípio ao fim da sua atuação.

MEO Mar�s Vivas 2015: Lenny Kravitz
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Lenny Kravitz começou o concerto com a guitarra levantada na mão, saudando todos os presentes. Arrancou com "It Ain't Over 'Til It's Over" e depois logo com o mítico "American Woman". Logo aí conquistou as pessoas. Todo o concerto ficou marcado por um rock grave e reverberante, com batimentos rítmicos progressivos e contagiantes, alternado com momentos também introspetivos e mais românticos, como foi exemplo aquando do tema "Sister". Se ao início o nova-iorquino de 51 anos parecia um tanto ou quanto tímido, o mesmo não sucedeu no desenvolver da noite, onde o artista se entregou sempre, saltando e dançando ininterruptamente. Muitas eram também as ocasiões em que Lenny Kravitz abria os braços e saboreava silencioso as melodias dos vários instrumentistas que o acompanhavam, como o órgão, saxofones, trompetes, guitarras ou a bateria, que pelas mãos de Cindy Blackman teve direito a uma das maiores ovações do concerto. E porquê? Pelos solos e improvisos notáveis que praticou. Solos e improvisos para todos os gostos que foram também um grande tónico de todo o concertos, sempre com uma grande cumplicidade entre todos os músicos. Com uma caixa vocal de domínio, força e qualidade acima da média, Lenny Kravitz encheu as medidas de um público sempre correspondente, a acompanhar canções como "Believe", "Always on the run", ou "I belong to you", onde o cantor alternava com o seu coro uma forte mensagem de "Let's Love" acompanhada pelo público. "Tive o prazer de estar dois dias aqui no Porto. Comi a comida de cá, estive com as pessoas, visitei os seus lugares, e tenho que vos dizer: Quero mudar-me para cá! Eu ia perder a cabeça, se viesse viver para aqui. Só precisava de um pequeno apartamento para poder viver com uma bonita mulher portuguesa". Foram estas as palavras numa das raras vezes em que o músico se dirigiu ao público. A apreciar tudo aquilo eram visíveis muitas pessoas no colo umas das outras, para disfrutar de um alcance mais privilegiado do concerto. Havia também pais a dançar com os filhos, rostos abanando suaves de olhos fechados para melhor palato sonoro, e os sempre presentes e prolongados beijos que se faziam notar dos muitos casais. "Tudo o que é bom acaba depressa", ouvia-se por perto, mal começou a soar o famoso tema "Fly away", anunciando o que muitos concertos já habituaram: terminar com uma canção emblemática. Desenganou-se quem pensou que terminava tudo ali. Concertos memoráveis pedem sempre os conhecidos encores, e este não foi excepção. O público aclamou incansavelmente o nome do artista, e este não se fez rogado, fechando o momento com chave de ouro, com uma versão extensa de "Are you gonna go my way". O público respondeu afirmativamente, eufórico. Texto: Diogo Costa-Leal Fotos: Hugo Sousa