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Keith Richards desvaloriza papel das drogas no trabalho criativo: "Perdes a batalha se elas se tornam mais importantes que a mús

Guitarrista dos Rolling Stones recorda também um concerto que deu em 1976 apenas duas horas depois de saber que o filho de dez meses tinha morrido.

Keith Richards, dos Rolling Stones, desvalorizou o papel das drogas no trabalho criativo, defendendo que o consumo de estupefacientes nunca o ajudou a criar: "nunca senti que fizessem nada pela minha criatividade. Mantiveram-me acordado muitas vezes à noite à procura de algo".

Em entrevista à BBC, o guitarrista explicou: "tive de parar porque percebi que há experiências que se prolongam demasiado. Algumas pessoas conseguem lidar com as coisas e outras não. Perdes a batalha se as drogas se tornam mais importantes que a música".

O músico também falou sobre um concerto que deu em 1976, apenas duas horas depois de ser informado da morte do seu filho Tara, que tinha apenas dez meses. "Foi um choque tão grande, especialmente naquela altura... Recebo uma chamada em Paris de uma coisa que tinha acontecido em Genebra e penso 'vou dar em louco... a não ser que dê este concerto esta noite".

"Se continuar aqui sentado com esta ideia, não sei o que posso fazer", continuou a recordar Richards, "talvez tenha sido apenas um sentido de autodefesa... Foi uma coisa muito, muito difícil. Sentia que aquilo era um espetáculo e eu tinha de ir para o palco. Preocupar-me-ia e faria o luto depois do concerto".

Foto: Getty Images