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José Cid sobre novo álbum rock: 'Estava fartinho de gravar baladas'

Em conversa com a BLITZ, o músico português destapou o véu sobre Menino-Prodígio, álbum que editará em abril - inclui uma versão dos Aerosmith - e anunciou um DVD-concerto de 10.000 Anos Depois Entre Vénus e Marte.

Chega em abril o novo álbum de José Cid. Menino-Prodígio, "álbum muito roqueiro, muito verdadeiro e completamente analógico", terá festa de lançamento a 5 desse mês e Cid avança à BLITZ que o mesmo foi gravado apenas com três músicos: Luís Varatojo (Pólo Norte) na bateria, Chico Martins nas guitarras e contrabaixo e Cid em órgão hammond. Convidados especiais, refere Cid, apenas um: o escritor José Régio, que "oferece" a letra a uma das canções. Do alinhamento de treze faixas assoma uma versão: a de "I Don't Wanna Miss a Thing", dos norte-americanos Aerosmith, com a qual o artista se diz empolgado.

Capa de Menino Prodígio Menino-Prodígio foi gravado de forma analógica - para conseguir "um som vintage", segundo Cid - e o grafismo do mesmo é baseado em imagens suas, da infância, e dos seus inícios enquanto músico. O músico admite o pendor rock do novo disco, descurando uma vertente mais pop: "estava fartinho de gravar baladas. [Menino-Prodígio] tem baladas, mas são roqueiras", declarou. O novo álbum é, nas palavras do músico nascido há 73 anos na Chamusca, um registo de intervenção política. "Não estou contra o sistema, não estou contra este partido que nos está a governar, mas simplesmente a analisar aquilo que eu vejo no mundo e na política em geral", adverte. Entre o alinhamento, encontram-se canções com títulos como "De Mentirosos Está o Cemitério Cheio", "Aldeia Global" e "Chuva Ácida". Escrito ao longo dos últimos três anos, conhece edição apenas agora, refere o músico, devido à interposição dos concertos baseados na obra 10 000 Anos Depois Entre Vénus e Marte, álbum de rock sinfónico por si editado em 1978. Um desses, no Coliseu de Lisboa, ocorrido em novembro de 2014, deverá ser editado em DVD antes do verão deste ano, sob título Live At Lisbon. José Cid está igualmente a preparar um álbum de rock sinfónico com o título Vozes do Além, ainda sem data de saída prevista, mas que será lançado numa edição limitada de 500 exemplares em vinil. Sobre a música portuguesa que o rodeia, Cid continua "ácido". "Quase toda a gente quer ser politicamente correto e ninguém arrisca. O Pedro Abrunhosa é uma exceção. E algumas novas gerações também", disse, assumindo ser fã de bandas como os Capitão Fausto, melhor álbum português do ano passado para a BLITZ ("completamente merecido"), e os Savanna. PAC Foto (destaque): Rita Carmo/Espanta Espíritos