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Jorge Palma sobre alcoolismo: 'Deu para perceber até que ponto as pessoas podem perder tudo'

Em entrevista ao Diário de Notícias, o músico português fala da luta que travou contra o alcoolismo, garantindo estar curado.

Jorge Palma deu uma longa entrevista ao Diário de Notícias, na qual aborda a luta que travou contra o alcoolismo. "Não estive nos Alcoólicos Anónimos", diz o músico português. "Aliás, nunca fui a nenhuma reunião, apesar de elas estarem a acontecer nas semanas em que eu estive em tratamento no Hospital Júlio de Matos. [Mas] tinha de escrever, tinha de ler livros tipo em diagonal, captar a essência e escrever depos textos meus. Sempre à volta do álcool. Com as consequências do beber excessivo, os malefícios". Sobre este tratamento, comenta Jorge Palma: "Este plano começou a ser testado no Minnesota e implica quatro semanas com uma equipa técnica. Não há telemóveis, não podemos levar livros à nossa escolha. É mesmo concentração. E, pelos vistos, resulta. Levantamo-nos às sete da manhã e até às dez da noite não podemos voltar para a cama. Há sempre qualquer coisa para fazer. Reuniões, ouvir histórias, contar histórias. Pôr a mesa, limpar a mesa, varrer o chão, responder a questionários, composição de textos". Antes deste tratamento, Jorge Palma já tinha feito "duas ou três desintoxicações, mas não passaram de desintoxicações do corpo, e isso processa-se em quatro dias. Processar a cabeça é outra coisa. As outras desintoxicações acabei por não ter consciência delas. Pronto, limpei. Desta vez, a convivência com os meus companheiros deu para perceber até que ponto as pessoas podem perder tudo". Na mesma entrevista a Ana Sousa Dias, Jorge Palma confessa ainda: "Há momentos em que estou perfeitamente bem-disposto, há momentos em que nem tanto mas isso faz parte da vida. Vendo as vidas daquelas pessoas que encontrei, tenho uma sorte do tamanho sei lá de quê".