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Joanna Newsom diz que o Spotify "é a banana da indústria musical"

A artista norte-americana defende que o serviço de streaming é uma "cabala vil" das grandes editoras. A empresa já respondeu, dizendo que ela não sabe do que fala.

Joanna Newsom atacou o serviço de streaming Spotify, defendendo que é "uma cabala vil das grandes editoras. O modelo de negócio foi construído de forma a que consigam contornar a ideia de pagar aos seus artistas". Jonathan Price, da empresa, já veio dizer que a artista não sabe do que fala e que o Spotify quer sentar-se com ela para lhe explicar como as coisas se processam.

As críticas de Newsom foram ainda mais longe, tendo defendido em entrevista ao The Los Angeles Times que o serviço de streaming é "um sistema cínico e que detesta os músicos" e "a banana da indústria musical" (comparando-a com uma banana que apodrece e deita mau cheiro): "é fácil cheirar que há algo de errado ali". A música da artista, que se prepara para editar o novo álbum Divers, só está disponível num serviço de streaming, o Pandora. 

Elogiando a ideia que estará na base dos serviços de streaming, do ponto de vista do ouvinte, Newsom ataca apenas a forma como são pagos os artistas: "as editoras fazem o seu dinheiro com a publicidade e as subscrições e não têm de pagar nada aos seus artistas. Portanto, está construído de uma maneira que lhes permite roubarem os seus artistas e maior parte deles não tem forma de lutar contra isso porque os seus contratos os obrigam a ficar com a editora por um determinado tempo, sem poder sair. É um sistema lixo".

A artista elogia ainda o Tidal, serviço apadrinhado por Jay-Z, defendendo que "eles estavam a tentar resolver os problemas que tornam o Spotify tão mau. Não sei se foram bem sucedidos. Tenho de estudar melhor o assunto".

Na sua resposta a estas declarações, o representante do Spotify diz: "adoraríamos sentar-nos com a Joanna e tentar esclarecer alguns dos mal-entendidos sobre a forma como o Spotify trabalha para apoiar os artistas, compositores e toda a indústria musical. Por exemplo, alguém a levou a acreditar que nós não pagamos nada aos artistas pela publicidade e subscrições - na verdade, pagamos 70% de tudo o que recebemos em royalties".