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Jessie J dá conversa à MEO Arena [texto + fotos]

Artista britânica não desanimou com o facto de a sala grande do pavilhão do Parque das Nações estar meio vazia e apresentou um concerto em regime best of que teria beneficiado com mais música e menos conversa.

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Que Jessie J é um portento vocal ninguém que já a tenha visto ao vivo pode negar. As canções ficam na cabeça e a artista britânica sabe dominar o palco sem o recurso a grandes artifícios - não há jaulas nem carros nem pirotecnia megalómana - baseando as suas atuações naquilo que mais interessa: a voz. Esta noite, com uma MEO Arena meio vazia, J não desanimou e apresentou um concerto para devotos, íntimo e obviamente baseado nos êxitos que pontuam uma carreira discográfica iniciada há quatro anos, mas que pecou pelas longas pausas para interacção com o público.

Depois de a banda subir ao palco ao som de "Uptown Funk", um dos maiores êxitos de 2015 (que junta Mark Ronson a Bruno Mars), a protagonista entra a matar com um enérgico "Ain't Been Done", recebido em histeria mas praticamente inaudível do lugar onde nos encontrávamos - a acústica da sala Tejo a fazer das suas. Vestida de negro e com cabelo pintado de verde desmaiado (ou seria azul?), prossegue - voz cheia de rendilhados - com "Domino", um dos seus maiores sucessos, antes de se sentar na beira do palco para "Keep Us Together", a primeira balada da noite.

"Senti falta de Lisboa", atira a cantora antes de dar início à primeira de várias longas conversas com a audiência, que culminou com J a cantar os parabéns a um aniversariante. Depois de avisar quem nunca a vira em concerto que é "estranha" e que faz "caretas para conseguir atingir as notas", porque ninguém é perfeito, segue, claro, e com direito a coro afinadinho, para uma interpretação acústica de "Nobody's Perfect".

Prestando homenagem ao seu grande ídolo, Whitney Houston, que diz tê-la feito sentir-se confiante com a sua voz, atira-se a uma versão inspirada de "I Have Nothing" (que a artista norte-americana gravou para a banda sonora do filme O Guarda-Costas) para depois prosseguir em registo calmo com "Who You Are", balada que dava nome ao álbum de estreia. O regresso ao presente fez-se com "Flashlight", canção emocionada que gravou para o filme Pitch Perfect 2 - a aposta em temas mais calmos ajudou não só a colocar a sua voz em destaque como a minimizar os problemas de acústica do pavilhão.

A sequência, em crescendo, antes do encore acordou o público de uma certa dormência e iniciou-se com um "Sweet Talker" dedicado aos solteiros para depois seguir com dois dos temas mais enérgicos do repertório de J: "Burnin' Up" deixou a plateia em êxtase e "Do It Like a Dude", o single que a apresentou ao mundo em 2011 - "escrevi esta quando tinha 18 anos", diz, antes de assumir que, às vezes, é um pouco maria-rapaz - termina com um striptease que a deixa de biquini, depois de vigoroso headbanging - a t-shirt, onde se lia "Lisbon", atirou-a para a pequena multidão que tinha à frente.

Num encore que foi mais conversa do que cantoria - mas para o qual ficaram guardados, claro, os maiores êxitos -, a artista dialogou com vários fãs, espalhados pela plateia: entre a Margarida de 12 anos, que sentada aos ombros do pai explicou que quer ser designer de moda, e o Simão, que não quer namorar com a amiga que tem ao lado, passando pelo Miguel, cujas ambições passam por mandar na Victoria's Secret, J senta-se a assinar autógrafos em palco e recorda o concerto que deu no no Rock in Rio-Lisboa no ano passado (e que, sem dúvida, nos encheu muito mais as medidas). "Price Tag", numa versão a puxar ainda mais para o reggae, a assertiva "Masterpiece" e, claro, "Bang Bang", a terminar, foram os momentos sabiamente guardados para o final de um espetáculo que poderia ter sido muito mais do que aquilo que foi.

Texto: Mário Rui Vieira

Fotos: Rita Carmo/Espanta Espíritos