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Já ouvimos 25, o novo álbum de Adele: aqui está o veredicto

O terceiro álbum da artista britânica já está nas lojas. Saiba aqui o que esperar de 25, faixa a faixa.

Quase cinco anos depois de editar 21, o álbum que a transformaria numa das maiores estrelas pop do planeta, Adele regressa agora com o muito aguardado sucessor. 25 conta com produções de nomes tão importantes quanto Paul Epworth (com quem já tinha trabalhado no disco anterior), Greg Kurstin (Lily Allen, Sia, P!nk), Ariel Rechtshaid (Sky Ferreira, Madonna, Brandon Flowers) e Danger Mouse (U2, Black Keys, Beck) e chega amanhã às lojas. A BLITZ já ouviu e diz-lhe o que pode esperar das 11 novas canções da artista britânica.

1. "Hello" O primeiro single de 25 é também o tema que abre o álbum. "Hello" é uma balada poderosa, bem ao estilo de Adele, que conta com produção de Kurstin e coloca bem em evidência as capacidades vocais da britânica, que nunca se deixa abafar pelo piano solene nem pela percussão de progressão lenta.

2. "Send My Love (to Your New Lover)" Guiada por uma guitarra acústica, "Send My Love (to Your New Lover)" regressa à temática da expiação de fantasmas (explorada de forma mais dramática em 21) e, tal como "Hello", aposta na simplicidade instrumental e num refrão ("Send my love to your new lover/Treat her better/We gotta let go of all of our ghosts/We both know we ain't kids no more") que promete ficar a ressoar na cabeça durante bastante tempo.

3. "I Miss You" Não tem a pujança de "Rolling in the Deep", e é bastante mais lento, mas "I Miss You" deixa-se levar pela força da percussão e vai-se agigantando à medida que vai avançando com a sinceridade da interpretação de Adele.

4. "When We Were Young" Foi a segunda canção conhecida de 25 e rapidamente se percebeu que seria um dos picos do álbum. "When We Were Young" é um tema clássico, escrito em parceria com o novato Tobias Jesso Jr. (o seu dedo é bastante percetível na forma como o piano segue as diretivas que Elton John vem deixando há décadas). Ariel Rechtshaid dá um toque de modernidade mas surge bem mais discreto do que em produções que assinou recentemente para Madonna ou Brandon Flowers.

5. "Remedy" Adele volta a unir-se a Ryan Tedder (vocalista dos OneRepublic), com quem já tinha trabalhado em "Rumour Has It" e "Turning Tables", para uma das baladas mais bonitas do álbum.

6. "Water Under the Bridge" "Water Under the Bridge" é um dos temas mais agitados (e mais leves) de 25 e é também um potencial single, caso a estratégia de promoção do álbum seja jogar menos pelo seguro.

7. "River Lea" O único tema a contar com o dedo de Brian Burton, mais conhecido como Danger Mouse, volta a tornar as coisas mais solenes, quase religiosas, com Adele a apostar num registo menos explosivo. Pode passar despercebida entre tantas baladas fortes, mas "River Lea" é, indiscutivelmente, um dos momentos mais fortes do álbum.

8. "Love in the Dark" Poderia ter sido incluído em 21. Nesta coleção de canções, "Love in the Dark" acaba por se perder... Parece "só" mais uma balada guiada pelo piano e as cordas.

9. "Million Years Ago" Novamente apoiada na guitarra acústica, "Million Years Ago" muda o registo, baixa o tom e revela-se uma espécie de canção de embalar que teria caído muito bem na voz de Dusty Springfield. Interpretação brilhante.

10. "All I Ask" Escrita em parceria com Bruno Mars, "All I Ask" é mais um momento de sobriedade. Novamente o piano, novamente o crescendo vocal. Mais um tema para fazer chorar as pedras da calçada.

11. "Sweetest Devotion" 25 termina com este "Sweetest Devotion", tema que começa em lume brando mas que rapidamente se revela outro explosivo exercício vocal, desta feita dedicado ao filho ("I've been looking for you, baby/In every face that I've ever known/And there is something 'bout the way you love me/That finally feels like home").

O VEREDICTO  Não sendo obviamente um álbum revolucionário - e 21 só se tornou uma revolução pelo efeito que teve junto do público, não propriamente pelo conteúdo -, 25 é tudo aquilo que esperávamos de Adele. Damon Albarn disse há uns tempos que o disco é muito "middle of the road", a publicação britânica NME defende que "joga pelo seguro", nós, após estas primeiras audições, dizemos apenas que é Adele a ser igual a si própria, o que para os muitos milhões de fãs será largamente recompensador.

Texto: Mário Rui Vieira