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GNR nos Coliseus em outubro e com CD grátis na BLITZ de setembro, já nas bancas

Os GNR apresentam Caixa Negra nos Coliseus do Porto e Lisboa. Este mês, grátis com a BLITZ, o CD ao vivo Afectivamente Ao Vivo, gravado no Theatro Circo, em Braga, e com alguns dos maiores êxitos da banda. Saiba mais aqui.

Em outubro de 2015, os GNR apresentam-se ao vivo nos Coliseus do Porto e Lisboa. A estreia acontece no Coliseu do Porto no dia 23 de outubro e no dia 31 de outubro, em noite de Halloween, será a vez de Lisboa. Além dos novos temas de Caixa Negra, como "Cadeira Eléctrica", "Caixa Negra" ou "MacAbro", os GNR prometem incluir no alinhamento destes espetáculos temas que há muito não são tocados pela banda, que perfaz agora 34 anos de carreira. Os bilhetes estão à venda a preços entre 10¤ e 27,50¤. As celebrações não ficam, porém, por aqui. É do histórico Grupo Novo Rock o CD BLITZ que pode encontrar, grátis, na BLITZ deste mês (capa Pink Floyd), já nas bancas. Afectivamente Ao Vivo, gravado em maio deste ano no Theatro Circo, em Braga, é o primeiro disco "de palco" dos GNR desde In Vivo, de 1990. Conheça-o aqui, nas palavras de Tóli César Machado e Rui Reininho:

O disco ao vivo dos GNR, grátis com a BLITZ de setembro 1. Caixa NegraRui Reininho: É o abrir da Caixa de Pandora. Até achava [a versão original] mais conseguida, só agora depois de a tocar é que concordo com o que o Jorge [Romão, baixista] diz: é um bocado noisy. 2. Video Maria Tóli César Machado: É das principais do espetáculo Afectivamente, tem aquele arranjo com o violino, tem um cheirinho a tango. E é das que resultam melhor. A harmonia é diferente, as notas são diferentes. 3. Bellevue TCM: Foi quase a música que deu origem a este espetáculo. Foi a primeira coisa com que comecei, tinha uma ideia para um arranjo instrumental para violino. É uma música que não tocamos no formato elétrico, só aqui. Resulta melhor neste formato de auditório. E é uma música mítica. 4. + Vale Nunca RR: No espetáculo elétrico é uma música de encore, para fechar. Ela aqui começa a dar um bocado mais de energia, uma energia muito contida. É uma música festiva. 5. Asas (Eléctricas) RR: Demorei alguns anos a adaptar-me à "Asas", agora canto de uma maneira diferente da do disco. Favorece-me mais o tom neste pseudo-acústico do que no espetáculo elétrico. Ate porque tem outro tempo.6. Valsa dos Detectives TCM: Não a tocamos no espetáculo elétrico. Foi recuperada só para este espetáculo, já a tínhamos abandonado. 7. Vocês TCM: Foi feita de propósito para uma novela [Nunca Digas Adeus]. Depois recuperámo-la para os GNR. É a música de que o Camané gosta mais, foi a que cantou quando esteve connosco no Coliseu. RR: Ele tem um lado de cantor romântico que é muito engraçado. Vem da linha do Tony de Matos. 8. Las Vagas TCM: É das mais fortes que aqui estão, a gravação ao vivo é das mais conseguidas. É importante, é quase como se agora fosse um single. Na altura foi-o, mas quase maldito. Ao vivo as pessoas reconhecem e pedem. 9. EfectivamenteRR: O refrão não é nada previsível. Na versão original eu tinha uma forma muito chata de cantar o refrão. Eu achava que ficava bem até que toda a gente me convenceu que aquilo era uma porcaria. Não fazia o silêncio no refrão, cantava tudo de seguida "efectivamente nanana".  10. Dançar SOSRR: "Dançar Sós" ou "Dançar SOS"? Como queira, cada qual dança como entender...TCM: É a música mais linda que aqui está, é a mais bonita.  11. Pronúncia do NorteTCM: Não tem guitarra, só tem bateria e piano. A única coisa nova é o acordeão. É obrigatória e está praticamente igual, não se consegue mexer naquilo. 12. Sangue OcultoTCM: É uma versão completamente diferente, é das músicas mais difíceis de tocar. Tem um tempo complicado. Quando sai bem é a melhor, quando não está no tempo certo é tramada.  13. Cadeira EléctricaTCM: Gostamos mais dela aqui, é menos barulhenta. RR: Precisa de contenção. É tipo a "wall of sound" do Phil Spector. 14. Sete NavesRR: É uma música que depende do espírito da coisa. Tem um equilíbrio, é das mais arriscadas no compromisso entre a eletrónica e a acústica. 15. Voos DomésticosTCM: A versão original não tem nada a ver. O produtor não teve visão. Entrega-se o ouro ao bandido e às vezes a coisa não resulta. Eu também fui conivente, fiz o que o produtor queria, mas não resultou. Está uma porcaria. E aqui está bom. O Valsa dos Detectives [1989] também foi um disco que não correu muito bem e acabámos por recuperar aquelas músicas no In Vivo. É engraçado, o percurso é muito parecido com este disco ao vivo em relação ao Voos Domésticos [2011]. Está aqui o disco que queríamos fazer e algumas canções foram aqui recuperadas como deviam ter sido gravadas. 16. Morte ao SolRR: É engraçado porque nota-se aqui muito a participação do público. Mas é uma coisa muito espontânea, não é pedir palminhas. As pessoas começaram espontaneamente a cantá-la, não são seguidistas. 17. MacAbroTCM: Nas feiras, as pessoas acham piada a esta música. Tem potencial. Fala-se no "Caixa Negra" para segundo single, mas esta é que deveria ser. Só tem piano e voz praticamente, e resulta. 18. DunasTCM: Nunca se pensou que uma música destas pudesse chegar aqui. Foi quase como um acidente, tudo à mesma hora, no mesmo sítio, tudo a funcionar: letra, ritmo, acordes. Há poucas canções como esta no nosso cancioneiro pop/rock.RR: Eu tentei uma vez escrever outra "Dunas". Chamava-se "Rugas" (risos). O que é estranho é a intemporalidade. É surpreendente 20 ou 30 anos depois a adesão de pessoas de outras gerações. Foto (destaque): Rita Carmo/Espanta Espíritos