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Foxygen são os novos Stones? Thurston Moore toca à Sonic Youth (mas não toca Sonic Youth)

Banda californiana dá um dos concertos mais enérgicos - e desconcertantes - do NOS Primavera Sound. Ex-Sonic Youth faz tudo para soar à antiga banda - e alguém pode culpá-lo?

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Foxygen. Deles sabemos que lançaram três álbuns desiguais, dentro daquela barafunda psicadélica, garageira, vale tudo, que só a costa oeste americana permite. Coisa boa. Foxygen. Deles sabemos também que se zangam de vez em quando a ameaçam acabar (cancelaram o concerto neste mesmo festival, em 2013, lembram-se?). Coisa infantil: acabar quando mal se começou. Fazemos ouvidos moucos. Foxygen. Aparecem-nos à frente com uma tripla de vocalistas/dançarinas femininas, o 'anfetaminado' Sam France rapidamente a despir a farpela de crooner de Las Vegas err... anfetaminado e o resto da banda a tratar do resto. Foxygen. Estamos obviamente rendidos ao concerto mais super-vitaminado da noite, insuflado no aparato instrumental, exagerado na pose reguila de France, uma espécie de Jagger meets Bobby Gillespie meets Marc Bolan meets David Bowie, ator de um espetáculo onde o efeito estroboscópico (literal e figurado) quase nos faz lembrar a loucura da pop nipónica aceleradíssima, fora desta mundo. Foxygen. Serão das drogas, senhores. Talvez. Mas é rock and roll e a gente gosta. Ao som de "San Francisco" no PA, o mais perto que esta pandilha terá de "hit óbvio", ameaçam acabar precocemente um espetáculo até aí fervilhante, regressam para - dizem - se despedirem com uma versão de "Let It Be", dos Beatles", mas logo a seguir vão a todas: e isso quer dizer também que "vão a 'Shuggie'", um arraçado de "Bohemian Rhapsody" do garage rock e da soul e de mais qualquer coisa. Mas que belo fim de tarde. Antes, no palco ATP, Thurston Moore e a sua banda - que amanhã descem a Lisboa - deu um concerto tão à Sonic Youth como esperaríamos. Dessa massa é feito The Best Day, disco que o norte-americano assume ser fiel à sua imagem de marca. Todos os riffs suculentos, os magmas guitarrísticos, aquela voz que fez de Daydream Nation o monumento da "teenage angst" e que, anos depois, trocou carícias com o grunge. "Detonation" e "Grace Lake" são Thurston Moore de primeira água - e, ao vivo, a guitarra "suplente' de James Sedwards, o baixo de Debbie Googe e a bateria do sempre fiel Steve Shelley tratam de garantir uma boa marca olímpica. Poucas palavras, muita lava sónica, um prado verdejante pejado de gente à frente - com estas instituições podemos nós muito bem. Fotos de: Rita Carmo/Espanta Espíritos