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FFS no Super Bock Super Rock: Às vezes, as metades valem mais do que o todo

Os Franz Ferdinand e os Sparks provaram esta noite na MEO Arena que juntos não fazem canções memoráveis e que são os reportórios individuais que enchem verdadeiramente as medidas dos fãs.

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Foi com pompa e circunstância que os FFS, o projeto que este ano juntou os escoceses Franz Ferdinand e os norte-americanos Sparks, entraram numa MEO Arena à pinha. É certo que se encontravam ali, na sala grande do pavilhão do Parque das Nações, fãs de ambas as bandas, mas muitos marcavam já lugar para o concerto de Florence + The Machine. O "supergrupo" ofereceu um concerto competente, e outra coisa não seria de esperar, mas as canções do álbum homónimo de estreia, editado no mês passado, foram largamente ofuscadas pelo brilho dos temas escolhidos para representar os reportórios individuais dos dois grupos que o compõem.

Por cada "Piss Off", que teve honras de encerramento, e "Johnny Delusional", a abrir, valeu muito mais uma "Take Me Out", sabiamente guardada para a reta final da atuação, ou uma exuberantemente eletrónica "The Number One Song in Heaven". Quando apresentam a irónica "Collaborations Don't Work", segundo Alex Kapranos, voz dos Franz Ferdinand, a canção que deu início à história dos FFS, não conseguimos deixar de pensar que há umas colaborações que acertam na mouche e outras que nem tanto.

A voz teatral de Russell Mael até casa bem com o registo mais grave da de Kapranos e são vários os momentos em que as agulhas se acertam (a rockabilly "The Man without a Tan" e "The Power Couple" são disso bons exemplos), mas quando chega a vez de "Dictator's Son", apresentada quase no final, a atenção resvala para fora de palco. O protagonismo é obviamente roubado pelos Franz Ferdinand, que há muito mantêm uma relação de amor com o público português, e as mais celebradas da noite (além de "Take Me Out") são todas da sua lavra: "Do You Want To" mantém a sua veia incendiária, "Walk Away" o seu charme e "Michael" a sua capacidade de fazer dançar até quem tem dois pés esquerdos.

Mais discretos, porque possivelmente estariam ali menos fãs da lendária banda dos irmãos Mael, os temas dos Sparks tiveram menos impacto, mas ainda assim o eletrizante "When Do I Get to Sing 'My Way'" e o mais rockeiro "This Town Ain't Big Enough for Both of Us" conseguem arrancar boas reações da plateia. Resumindo: o concerto dos FFS só veio provar que, às vezes, as metades valem mais do que o todo e que não é só por duas boas bandas se juntarem que dali saem canções verdadeiramente memoráveis.

Texto: Mário Rui Vieira

Fotos: Rita Carmo/Espanta Espíritos