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Exclusivo BLITZ: David Fonseca canta "Jingle Bells" (com a rena Rodolfo!) só no CD grátis com a revista deste mês

O clássico dos clássicos de Natal é também uma versão inédita de David Fonseca. Disponível apenas em Christmas Songs, CD que a BLITZ de dezembro oferece aos seus leitores, em exclusivo. Ouça aqui um excerto.

É do músico de Leiria que lhe oferecemos, este mês, um CD grátis e exclusivo: Christmas Songs, uma coleção das canções que o ex-Silence 4 tem gravado para os fãs ao longo dos últimos anos. Contudo, a interpretação de "Jingle Bells" é um inédito absoluto até hoje, apenas disponível no CD grátis com a BLITZ deste mês. "Há uns anos, o diretor da escola [de um filho] perguntou-me se eu podia fazer uma canção para um CD para oferecer na escola no Natal. Fiz o 'Jingle Bells' e na canção eu conto até 10 porque a ideia era que os miúdos aprendessem [os números] em Inglês. Inseri uma personagem diferente, a rena Rodolfo, para tornar o momento caricato", explica o músico. Ouça aqui um excerto da canção. Leia aqui o faixa-a-faixa de Christmas Songs, pelo próprio David Fonseca, e não perca, na BLITZ 114, a entrevista com o autor de Futuro Eu.

1. Little Drummer Boy Tradicional (2006)

Foi a primeira música que eu fiz a sério para este "postal de Natal" e a primeira vez que filmei também o projeto de fazer música em casa. A maior parte das pessoas não têm a noção de que a grande parte destes instrumentos são gravados por uma pessoa só e Acho que até aí as pessoas olhavam para mim como cantor. A abordagem é simples, muito caseira, e usa aqueles truques do livro dos Pixies de há 25 anos, que é começar tudo muito lento, ir montanha acima e depois montanha abaixo. É uma fórmula que acaba por funcionar muito bem, porque torna a canção épica na forma como se desenrola.

2. Amazing Grace Tradicional (2007)

Um desafio gigantesco. É feita com o som retirado da câmara de filmar, não há nenhum som profissional aqui. A ideia era tocar vários instrumentos em vários sítios diferentes, em movimento, dentro do carro... E todos eles juntos darem origem a uma canção. No primeiro dia de filmagens devo ter feito cerca de 200 quilómetros ali na zona Oeste, mas quando fui ver nenhuma das imagens tinha som - houve um engano com a câmara. No dia seguinte, comecei tudo do zero e o que ouvimos no CD é a segunda versão, desta vez com som.

3. O Come All Ye Faithfull Tradicional (2008)

Abordagem radicalmente diferente. Em 2008, estava a fazer a digressão do Dreams in Colour, em que eu entrava com um fato de astronauta em palco para tocar o "Rocket Man". Resolvi fazer uma versão da "O Come All Ye Faithfull" do ponto de vista do homem que vem do espaço e que canta uma canção de Natal. Daí a forma espacial como foi produzida, com um coro meio estranho. É a versão mais experimental de todas.

4. Last Christmas Wham! (2009)

Era muito difícil tocar nela porque é um clássico. Durante muito tempo evitei os clássicos porque achei que as pessoas não iam gostar. É tocada com piano, guitarra a vozes, uma espécie de versão acústica [a que se acrescentam] pequenas percussões e pouco mais. Foi um dos mais vistos de todos os meus "postais de natal". Teve a ver com a popularidade da música e com a abordagem acústica, meio folk.

5. All I Want From Christmas Is You Mariah Carey (2011)

O original é uma música festiva, com guizos... Quando isolei a letra da música, percebi que era sobre algo difícil, duro, por isso interpretei aquilo à minha forma. Transformou-se numa música melancólica, meio trágica, mas que se cola bem ao Natal - é quentinha, tem qualquer coisa de muito próximo.

6. Happy Xmas (War Is Over) Plastic Ono Band (2012)

Essa foi uma das abordagens mais radicais à canção original: é uma espécie de electro/Pet Shop Boys. Deu-me algum prazer a fazer porque é uma produção de estúdio muito maior - estou a gravar uma canção como se fosse para um disco. Elevo a ideia de gravação a um sentido muito mais profissional. Teve um trabalho muito longo. Queria transformar a canção em algo mais dançável, [característica] que não está no original.

7. Do They Know It's Christmas? Band Aid (2013)

Essa canção foi das mais complexas de abordar. Experimentei várias ideias e a que gostei mais era a mais despida. Como a canção original é tão conhecida e tem tantas vozes, achei que seria interessante tocá-la em regime de surdina, no fundo da sala - um tipo com uma guitarra pequenina a tocar da forma mais simples possível. Fi-lo na tentativa de fazer sobreviver a letra, que é efetivamente interessante para a altura do Natal.

8. Oh Christmas Tree Tradicional (2014)

Nasceu por uma razão muito simples: ao navegar na internet encontrei à venda um fato de árvore de Natal. Foi assim que foi decidida a canção. Achei o fato tão estúpido, mas tão estúpido, que pensei assim: "vou comprar este fato e fazer uma versão do "Oh Christmas Tree"". Fiz a versão de uma forma muito egoísta - só porque queria vestir aquele fato.

9. Jingle Bells James Lord Pierpont (2015)

Há uns anos, o diretor da escola [de um filho] perguntou-me se eu podia fazer uma canção para um CD para oferecer na escola no Natal. Fiz o "Jingle Bells" e na canção eu conto até 10 porque a ideia era que os miúdos aprendessem [os números] em Inglês. Inseri uma personagem diferente, a rena Rodolfo, para tornar o momento caricato. Ao fazer isto, lembrei-me de uma versão do "Hurdy Gurdy Man" pelos Butthole Surfers que está na banda-sonora do Dumb and Dumber.

Foto: Rita Carmo/Espanta Espíritos