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Estudo conclui que os Beatles não revolucionaram a música, ao contrário do hip-hop

A verdadeira revolução não teve a bandeira dos Fab Four, refere-se; é a chegada do hip-hop ao mainstream.

Um grupo de investigadores ligados a duas universidades londrinas (Queen Mary e Imperial College London) apresenta um estudo onde se conclui que os Beatles, ao contrário do que é ideia feita, não foram os principais potenciadores de uma revolução na pop. De acordo com o estudo - que mediu padrões nos topes de vendas dos Estados Unidos entre 1960 e 2010 e, através de dados fornecidos pelo Last.fm, analisou as propriedades musicais das canções -, tais louros devem ser atribuídos não aos fab four mas ao hip-hop. Os investigadores concluíram que o estilo musical das bandas ligadas à British Invasion dos anos 60, quando grupos como os Beatles e os Rolling Stones explodiram de popularidade nos Estados Unidos, já estava estabelecido mesmo antes de estas se formarem, no que à progressão harmónica diz respeito. Os investigadores afirmam ainda que uma verdadeira revolução na pop ocorreu trinta anos mais tarde, quando o hip-hop chegou ao mainstream e começou a penetrar as tabelas de vendas, em 1991. O estudo também desfaz a ideia de que a música pop se tornou homogénea ao longo dos anos. Os investigadores marcaram o ano de 1986 como aquele em que o cenário musical foi o menos diverso, atribuindo-o à vulgarização do uso de drum machines. O estudo já veio ser rebatido por outros académicos: Mike Brocken, professor de música numa universidade de Liverpool (terra natal dos Beatles) afirmou que a música pop "não pode ser medida desta forma pois há que prestar atenção à receção por parte da audiência, à política económica da altura, às subculturas". Acrescentou ainda que os Beatles "não inovaram: foram "pulhas" musicais, ouvindo de tudo e encontrando inspiração nisso".