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Ensaísta Camille Paglia defende que Madonna não deve 'competir com mulheres jovens'

Em entrevista ao jornal brasileiro Folha de São Paulo, a académica norte-americana diz que, numa sessão fotográfica recente, "Madonna parece uma prostituta decadente que não sabe que está na sarjeta".

A académica norte-americana Camille Paglia defendeu, numa entrevista ao jornal brasileiro Folha de São Paulo, que Madonna deve deixar de competir com as mulheres mais jovens, no que toca à exposição do seu corpo. Sobre uma sessão fotográfica recente, em que a cantora aparece em topless, Paglia comenta: "Madonna é uma das figuras mais importantes da cultura pop e da cultura contemporânea. Ela mudou o mundo com a sua atitude. Até hoje seus vídeos antigos são grandes obras de arte. Ela permitiu que as mulheres assumissem o controlo da sua sexualidade. Nunca foi uma vítima. Era extremamente sexy, mas estava no controlo da situação". "Mas acho que esse ensaio ficou feio, acho que ela está a repetir-se. Nós já vimos o seu corpo no auge da forma e era magnífico. Para quê expor o corpo na sua idade em fotografias horrorosas? Sinto muito, mas foi uma desgraça artística. A Madonna não deveria estar a competir com mulheres jovens, cujos corpos são belos. Marlene Dietrich, que é um modelo para Madonna, nunca fez isso". À pergunta "Acha que mulheres mais maduras não devem mostrar o corpo?", responde Camille Paglia: "Se o mostrarem de um modo belo e sexy, ok. Mas aquelas fotos de Madonna eram revoltantes. Era embaraçoso. Hediondo. Ela parecia uma prostituta decadente que não sabe que está na sarjeta". Para a ensaísta, Madonna "não deveria expor-se assim. Se você quer seduzir, há outras formas de transmitir isso. [...] Não é digno de uma mulher de tantas conquistas mostrar-se assim. As mulheres têm de superar o envelhecimento. Não dá para dizer que o corpo de uma mulher de idade é tão bonito como o de uma mulher jovem. Temos de parar de tentar glamourizar a beleza da mulher madura". Nesta mesma entrevista, que pode ler aqui, Camille Paglia diz que ainda se considera feminista. "100%. Os motivos pelos quais eu discordo de boa parte das feministas de hoje é que a minha militância começou no início dos anos 60, antes da reviravolta que o movimento teve no final daquela década".