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Ela uiva, ela cospe, ela canta, ela come sardinhas: Patti Smith tem o poder no Porto

Veterana norte-americana deu hoje o primeiro de dois concertos no NOS Primavera Sound. E fê-lo em grande.

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68 anos, longos cabelos cinza, t-shirt debaixo de um casaco preto, uma voz que parece resistir ao tempo, umas vezes cristalina, outras arenosa. Patti Smith e o seu grupo - com o imprescindível Lenny Kaye à sua esquerda - são recebidos por uma multidão sentada em cadeiras de plástico branco. A ilusão de que este seria um concerto de auditório, para público compenetrado, desapareceu depressa - em "Dancing Barefoot", tema de arranque, a artista dançou e acenou ao público, levantando toda a gente. O que se seguiu, apesar de estar anunciado com um algo enganador carimbo de "acoustic/spoken word", foi um concerto de direito próprio do Patti Smith Group, obviamente alicerçado na sonoridade acústica (o que não impediu a presença de um baixo elétrico), mas onde a intensidade conseguida não ficou a dever, por exemplo, a uma apresentação no Coliseu de Lisboa na primeira metade da da década passada. Spoken word? Sim, Patti falou. Mas não se pense que aqui decorreu uma solene sessão de poesia. Ficámos a saber que passeou pelo Porto, que esteve perto do mar e ainda tem areia nos pés, que comeu sardinhas e bebeu Vinho do Porto. Cumprimenta o público e apresenta "uma velha canção que escrevi sobre o CBGB's", clube de Nova Iorque onde começou por se notabilizar. Belíssimos os arranjos para três guitarras acústicas, mas também tonitruante o som dos instrumentos na canção que dedica ao matemático John Nash, recentemente falecido. Magnética, "Pissing In the River", antes de uma "Because The Night", by the book, que produziu o efeito esperado: trouxe mais gente a uma tenda Pitchfork muito concorrida e onde boa parte do público mais tardio se acumulou nas margens exteriores. Hipnótica, tensa e cortante, "Banga". E ela cospe, ela uiva, ela grita. No fim, ao som de uma redentora "People Have the Power", desvenda-se a punk hippie: o poder é nosso, é dela, é de todos. E ainda bem. Fotos de: Rita Carmo/Espanta Espíritos