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E ao terceiro dia Paredes de Coura aclamou o Rei Charles

E ao terceiro dia do festival minhoto, há um novo herói - nem que seja apenas por uma noite. O furacão funk-soul Charles Bradley acabou abraçado pelo povo. Recompensa merecida.

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Charles Bradley, 66 anos, decidiu imitar James Brown depois de ver a "Sex Machine" no Apollo, em Nova Iorque. Morou nas ruas e foi cozinheiro no Maine. Começou tarde a carreira, já perto dos 55. Ninguém diria. O anfiteatro courense esteve por sua conta, depois do término do concerto dos Merchandise, gente que tão depressa soa a Simple Minds como a Echo & the Bunnymen. Aqui, ao contrário de ontem, não se notou a impaciência pelo concerto cimeiro da noite: hoje, War on Drugs. Desde cedo, a máquina funk-soul-R&B de Bradley e companhia fez amigos entre a plateia courense. E aqui é justo registar: o veterano cantor, de voz rouca mas pujante, faz-se acompanhar por uma banda de méritos indisputáveis. Elementos dos Dap-Kings - os mesmos que elevaram o nível de estúdio de Amy Winehouse, os mesmos que fizeram justiça ao talento de Sharon Jones - servem de motor infalível. Teclados, metais, guitarras e restante parafernália produzem um impoluto som retro, fazendo deste concerto um portal derradeiro para outros tempos: é um privilégio ouvir um engenho tão afinado. Primeiro de fato azul, depois de casaco com brilhantes e, por fim, com uma justa camisa preta rente ao corpo, Bradley reclama a harmonia racial entre "brothers and sisters" de todas as cores, exalta o amor e agradece os aplausos de braços abertos. Também salta, desliza, rodopia e incita ao hedonismo. "Posso ser sexy? Posso ser nasty?", pergunta. No final, beija e abraça quem a ele se chega na fila da frente. Para trás, o amor de "Lovin' You, Baby", de "Let Love Stand a Chance", de "Love Bug Blues" e as arestas pontiagudas de "Confusion". Um portento que dura uma hora - e chega. Ena pá, que luxo. Texto: Luís Guerra Fotos de: Rita Carmo/Espanta Espíritos