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Depois de tentativa de suicídio, David Pajo (Slint) admite sofrer de depressão

Guitarrista, que já tocou com os Zwan (de Billy Corgan) e Interpol, falou pela primeira vez à imprensa depois de se tentar enforcar.

"A depressão e o suicídio não deveriam ser um tabu". As palavras são de David Pajo, que deu a primeira entrevista após a tentativa de suicídio, ocorrida no mês passado. "Recebi milhares de mensagens e e-mails de amigos. Foi uma torrente de amor tão grande que não houve maneira de não me sentir fortalecido", disse. O músico tentou enforcar-se, em sua casa, após ter partilhado na internet uma nota onde escreveu que a ex-mulher o tinha traído. Nessa longa carta, admitiu também que exerceu violência física sobre a mãe dos filhos. Em entrevista ao website norte-americano The Thin Air, Pajo - que fez parte dos Zwan, de Billy Corgan, e tocou com os Interpol - discutiu a questão do suicídio de forma geral. "O suicídio raramente tem destaque [nos media] a não ser que seja algo invulgar ou [aconteça com] uma celebridade. No meu mundo, é um problema maior que o cancro. Mas não se fala disso", acrescentando que "só a minha ex sabia que eu era suicida, nunca reconhecendo aquilo pelo qual eu estava a passar e não ajudando. Sou muito bom a disfarçar a minha depressão". O guitarrista teve entretanto alta do hospital onde foi internado e não descarta igualmente a hipótese de regressar à música - um processo que, diz, será lento. "A vontade de escrever tem surgido, mas não vou apressar nada, vou deixar que se desenrole ao seu próprio passo", revelou. No ano passado, Pajo atuou com os Slint no NOS Primavera Sound, no Porto. Foto: Getty Images