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Damien Rice no NOS Primavera Sound: piquenique para gente sentada

O cantautor irlandês defendeu, sozinho no maior palco do festival, as suas canções emotivas.

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Um homem sozinho em palco com uma guitarra acústica (e alguns pedais de efeitos): esta aparente solidão nunca impediu ninguém de dar um grande concerto, mas no caso de Damien Rice, cantor e compositor nascido na Irlanda há 41 anos, pareceu-nos que teria sido preciso algo mais para deixar uma marca memorável no palco NOS, pela hora do jantar. Não duvidamos dos muitos álbuns vendidos, sobretudo no Reino Unido, ou da bem sucedida inclusão de várias canções em bandas sonoras de séries e filmes famosos. Mas, para conquistar e segurar a atenção dos muitos milhares de espectadores que se podiam ter concentrado frente ao maior palco do festival, a suave singeleza de temas como "Delicate", "The Box", "Cannonball" ou "Wild and Free" revelou-se insuficiente. Esta é uma pop-folk de bons fígados, entre o ato de contrição e a declaração de amor, cujas letras emotivas e diretas, entoadas pela voz matizada de Damien Rice, falam ao coração dos fãs que (também) descortinámos na plateia. A haver festival onde estas canções encontrassem as condições mínimas de sobrevivência, seria certamente o NOS Primavera Sound ou, ainda mais a norte, o Vodafone Paredes de Coura. Mesmo assim, o esforço de Damien Rice esbarrou numa "colina" repleta de espectadores compreensivelmente refastelados, como que num piquenique tardio, guardando energia para os muitos concertos que ainda se seguiriam. Ao menos Antony trouxe a orquestra. Lia Pereira Fotos de: Rita Carmo/Espanta Espíritos