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Carlão: 'O contacto com a cultura africana é possível porque houve complexos sociais que caíram'

Um dos entrevistados da BLITZ de outubro, hoje nas bancas, fala sobre o sucesso do seu disco a solo, Quarenta, e tudo à volta.

Dominou o verão com o êxito de "Os Tais" e do disco a solo onde aquele tema se inclui, Quarenta. A BLITZ de outubro, já nas bancas, fala com Carlão sobre esta sua "nova vida" e outros temas paralelos. Leia aqui parte da entrevista da BLITZ a Carlão: Concorda que, como Branko admitiu ao Expresso, os Buraka Som Sistema vieram abrir os ouvidos portugueses para os sons de África? Tal como os Da Weasel foram importantes para o hip-hop, precisamente por serem um produto mestiço e híbrido, e não aquela coisa pura e dura que quase metia medo às pessoas, os Buraka também cumpriram essa função, porque o kuduro deles é outro, mais próximo de nós. O seu trabalho é bom e serviu de ponte para outras sonoridades. Claro que foram importantes, e nós estamos numa fase socialmente bastante positiva, em Portugal, de maior descontração. Vejo isso nos parques e nas ruas: quando tinha 20 anos, era inconcebível ver as pessoas nos parques de Lisboa como estão hoje, na relva, na boa. As pessoas já saem. Lembro-me que, há 20 anos, era tudo muito fechado, as pessoas muito ensimesmadas, com menos toque... É natural, estivemos fechados muito tempo. Mesmo o contacto com a cultura africana também é possível, agora, porque houve uma série de complexos sociais que caíram; os tugas estão mais confortáveis com eles próprios, menos complexados e mais seguros de si. A partir do momento em que estás mais seguro de ti, ficas mais aberto. E isso nota-se. Para ler na íntegra a entrevista de Carlão à BLITZ, consulte a edição nº 112 da nossa revista, já nas bancas com um CD grátis de DJ Ride.

A BLITZ de outubro, já nas bancas