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Capitão Fausto no NOS Alive'15: crowdsurf corajoso, slow dance e "Maneiras Más"

Os responsáveis pelo melhor álbum português de 2014 para a redação da BLITZ mostram que o palco é o seu habitat natural.

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Recrutados à última hora para substituir Jessie Ware, os Capitão Fausto provaram que são uma banda sempre prevenida e foram acarinhados por um público que compôs bem a moldura do palco Heineken. Foi um concerto enérgico e destemido aquele que o projeto liderado por Tomás Wallenstein ofereceu no mesmo espaço onde tocaram em 2013: "está tanta gente ou mais que há dois anos", exclamaram ao ver a pequena multidão que tinham à frente.

De chapéu negro e guitarra verde água a tiracolo, o líder dos Capitão Fausto abriu as hostilidades com "Ideias", um dos temas fortes de Pesar o Sol, segundo álbum de originais do coletivo, seguindo logo com uma gingona "Verdade", recuperada ao disco de estreia. A postura blasé e impávida de Wallenstein, que deixa a comunicação com o público nas vozes dos colegas, encaixa bem na música encorpada, pontuada aqui e ali por deambulações instrumentais ("Zécid") que não só não distraem a plateia como puxam os seus olhos para a ação que se desenrola em palco.

"Prefiro Que Não Concordem", o momento Clash da noite, marca o regresso a Pesar o Sol, e o que se segue é um "slow dance" chamado "Flores do Mal". "Maneiras Más" coloca novamente o pé no acelerador - e torna-se facilmente uma das canções mais celebradas e aplaudidas do alinhamento - e "Célebre Batalha de Formariz" termina com o vocalista a mergulhar nos braços dos fãs.

"Estamos a chegar ao final", avisa a banda antes de seguir para a sequência final do concerto, com um "Santa Ana" que tem direito a momento "drum hero" e "Nunca Peço Nem Metade", que faz despontar um pequeno, e algo tímido, mosh pit frente ao palco. Concentrados, divertidos e eficientes, os Capitão Fausto mostraram em pouco menos de uma hora que se sentem tão bem em palco quanto soam em disco.

Texto: Mário Rui Vieira

Fotos: Rita Carmo/Espanta Espíritos