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Camille Paglia chama 'Barbie nazi' a Taylor Swift

A feminista escreveu um ensaio no qual critica a postura "retrógada" da estrela pop.

Camille Paglia, académica conhecida pelos seus trabalhos sobre o feminismo, escreveu para o Hollywood Reporter um ensaio sobre Taylor Swift. No longo artigo, a norte-americana critica fortemente a ideia de "equipa" ("no original, "squad") que rodeia a cantora, ou seja, as amigas célebres de que se faz acompanhar em digressão. "Na nossa era moderna e aberta de carreiras independentes, as equipas de raparigas podem ajudar as mulheres a avançar, se evitarem passar uma imagem pública tonta e retrógada", escreve Camille Paglia, referindo-se às fotos que Taylor Swift tira "de língua de fora e abraçada" às amigas. "A própria Taylor Swift devia abandonar aquela rotina de Barbie nazi, de transportar amigos e celebridades como acessórios de espetáculo, um exagero exibicionista (...). Escrever sobre a Taylor Swift foi uma provação terrível para mim, porque a sua persona cintilante recorda-me de forma assustadora as louras fascistas que dominavam o cenário social na minha juventude", justifica Camille Paglia, de 68 anos. Para a feminista, cujas opiniões frequentemente causam polémica, as "equipas" de rapariga deviam servir para "trocar conselhos e experiências e lançar projetos conjuntos que sejam excitantes e inovadores. (...) Com o seu trabalho de equipa orientado para os resultados, os homens têm escapado à inveja sexual e às guerrinhas que tantas vezes perseguem as mulheres (...) Se as mulheres querem deixar uma marca duradoura na cultura, precisam de diminuir a socialização e concentrar-se nos seus próprios dons criativos". O artigo de Camille Paglia pode ser lido na íntegra aqui. Segundo o NME, já em 2012 Camille Paglia tinha criticado Taylor Swift, na mesma publicação, apontando a sua "brandura e auto depreciação fabricadas e completamente opostos à forma glamourosa como se veste". "Os seus temas são sobretudo queixas sobre namorados, rufias sem cara que se evaporam na mente dela como na nossa. As suas canções fazem parecer o êxito 'It's My Party (And I'll Cry If I Want To'), de Lelsey Gore em 1963, parecer uma obra-prima do comentário social, drama psicológico e grande concisão".