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Benjamin Clementine: 'Fiz muitas escolhas que podiam ter feito com que já estivesse morto'

O músico inglês atua hoje em Aveiro, amanhã no Porto, sexta em Lisboa e sábado em Faro. Leia aqui parte da sua entrevista à BLITZ 114, nas bancas a 27 de novembro.

Benjamin Clementine, músico inglês que esta semana está em Portugal para cinco concertos, é um dos entrevistados da BLITZ de novembro, nas bancas a 27 de novembro. Depois de atuar em Braga, no passado domingo, o autor de At Least For Now, agraciado recentemente com o prémio Mercury, toca hoje no Teatro Aveirense, amanhã na Casa da Música, no Porto, sexta-feira no Vodafone Mexefest, em Lisboa, e sábado no Teatro das Figuras, em Faro. À BLITZ, o londrino falou sobre o seu percurso singular até ao momento. Veja aqui parte dessa entrevista, que pode ler na íntegra na BLITZ 114, nas bancas na próxima sexta-feira. É muito jovem mas já passou por muito. Alguma vez dá por si a sentir-se mais velho do que é? Não acho que seja jovem: tenho quase 27 anos. Creio que, neste mundo em que vivemos, já não envelhecemos. Já temos a sorte de chegar aos 90 anos. Acredito que a idade é um conceito, tal como o amor. Pessoalmente, penso que, talvez devido à natureza da minha educação, tenho controlo sobre aquilo que quero. Porque nunca tive ninguém que me dissesse, quando era mais novo, o que era melhor para mim. Por isso, algumas pessoas podem pensar que sou muito teimoso, ou talvez arrogante, mas esse não é o retrato que faço de mim, de todo. A verdade é que já fiz muitas escolhas na vida que podiam ter feito com que, nesta altura, já estivesse morto. Mas ainda estou vivo, e isso fez-me acreditar em mim mesmo. Faz-me acreditar que tenho de seguir a minha intuição. Posso ouvir conselhos dos meus amigos e managers, mas um artista tem sempre de tomar as suas decisões, ou vai ser lixado pela indústria musical.