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B.B. King: Rui Veloso e Legendary Tigerman reagem à morte do rei dos blues

Músicos portugueses, assumidos fãs de blues, lamentam o desaparecimento de gigante da música americana.

"Os blues perderam um dos seus ícones máximos, dos que ainda beberam na fonte original", comenta Paulo Furtado, presentemente a meio de uma digressão por terras de França que une Legendary Tigerman e Dead Combo, e que na década passada programou o festival Coimbra In Blues. "Bastava-lhe tocar uma nota", revela Rui Veloso. "Bastava uma nota e reconhecia-se imediatamente o toque dele". O músico do Porto, assumido discipulo dos blues, tocou por seis vezes com o mestre B.B. King, a primeira vez das quais no Casino do Estoril, no início dos anos 90. "Duas noites no Estoril, duas no Coliseu do Porto e depois ainda me voltei a cruzar com ele em 1996 e depois em 1998, num concerto da Expo". Rui Veloso lamenta o desaparecimento do guitarrista e cantor americano, mas sublinha a paz que rodeou a morte do músico: "penso que todos gostaríamos de ir assim, durante o sono". "Com ele", comenta ainda o homem de Ar de Rock, "morre uma tradição. Já restam poucos músicos que tenham conhecido os grandes, os Leadbellys e Big Bill Broonzys. Agora só os podemos estudar". RMA Foto: Getty Images