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As revelações de 2015: ora, sejam muito bem-vindos [vídeos]

Ao longo dos últimos 12 meses, foram muitos os artistas novos que lhe apresentámos nas páginas da BLITZ. Recorde aqui os "quase famosos" que passaram a certezas no último ano.

2015 foi um ano de grandes primeiros álbuns (Benjamin Clementine, Courtney Barnett, Ibeyi) e também um ano que viu saltarem para a ribalta artistas que não andam nisto da música desde ontem (Weeknd, Christopher Owens, MØ). Recorde aqui alguns dos artistas que mereceram destaque nas páginas da BLITZ nos últimos 12 meses. Benjamin Clementine De ilustre desconhecido para o segundo lugar do top de melhores álbuns internacionais de 2015, com o disco de estreia At Least for Now, para a equipa da BLITZ foi um salto de génio. Benjamin Clementine é uma das maiores revelações do ano e nós perguntámos-lhe como reage quando é reconhecido na rua: "há pessoas que pensam que não somos seres humanos mas sim uns deuses (...) às vezes é difícil de engolir, mas também há pessoas muito simpáticas".
Capitães da Areia Convidaram uma série de músicos de créditos firmados para A Viagem dos Capitães da Areia a Bordo do Apolo 70 e coseram um segundo álbum com 31 temas que não descarta o rótulo pop. Com participações de Toy, Rui Pregal da Cunha, Miguel Ângelo ou Samuel Úria, é um disco que parece fazer jus à "selva noturna" dos seus concertos.
Christopher Owens Deu-se a conhecer ao mundo com os Girls e depois de dois álbuns pouco memoráveis em nome próprio voltou a dar que falar com Chrissybaby Forever. Christopher Owens oferece aos fãs 16 canções em 54 minutos e diz que este devia ser o seu primeiro álbum porque significou um "regresso à estaca zero".
Courtney Barnett Depois de dois EPs que reuniu num só disco em 2014, Courtney Barnett gravou Sometimes I Sit and Think, and Sometimes I Just Think, o sexto melhor álbum internacional deste ano para a BLITZ.
D'Alva Alex D'Alva Teixeira e Ben Monteiro mostraram o primeiro disco dos D'Alva em 2014 e entretanto tornaram-se um fenómeno nos palcos portugueses. Apesar de não se mostrarem muito preocupados com os rótulos, assumem: "quem faz pop normal acha-nos alternativos; quem é alternativo, acha-nos completamente pop".
Hozier Tornou-se um fenómeno das tabelas mundiais com o êxito "Take Me to Church" mas promete continuar a dar que falar nos palcos mundiais com a sua música carregada de influências blues. Hozier é irlandês e já recebeu o prémio European Boarder Breaker, que no passado foi entregue a nomes como Adele, Anna Calvi ou Mumford and Sons.
Ibeyi O duo franco cubano composto pelas gémeas Naomi e Lisa-Kaindé Díaz estreou-se com um álbum homónimo que presta homenagem ao pai, o músico cubano Miguel Angá Díaz, percussionista de Buena Vista Social Club. E conquistaram fãs com canções ora cantadas em inglês ora em yoruba, como "River", "Ghosts" ou "Mama Says".
Jibóia A one-man band de Óscar Silva ajudou-nos a dançar com o álbum Badlav três anos depois de começar a dar que falar no festival Milhões de Festa. Jibóia assinou um disco conceptual, baseado na vida de Brahma, uma das três divindades do hinduísmo e recheado de "música para dançar" que o músico não gosta de catalogar.
Kwabs Tal como Sam Smith em 2013, o britânico (nascido no Gana) Kwabs é uma das vozes mais destacadas num disco dos Disclosure. Além de participar em Caracal (mais precisamente no tema "Willing and Able"), o músico estreou-se este ano em nome próprio com Love + War, disco que inclui temas como "Walk", "Wrong or Right" ou "Perfect Ruin".
Luís Severo Cara d'Anjo é o disco que marca a estreia de Luís Severo depois de deixar de parte o projeto Cão da Morte. E as suas canções são tão redondinhas que levaram o álbum até ao sétimo lugar no balanço do ano da BLITZ no que diz respeito a discos nacionais.
Estreou-se em nome próprio com o álbum No Mythologies to Follow, em 2014, mas foi este verão, com uma ajudinha de Major Lazer, que saiu definitivamente do anonimato: é a voz da dinamarquesa Karen Ørsted que se ouve em "Lean On", um dos maiores sucessos do ano.
Prodígio Vai ficar para a história da BLITZ como o primeiro nome a editar pela BLITZ Records. O EP Propaganda está disponível nas principais plataformas de streaming e download e marca um grande passo na direção do sucesso de Osvaldo Moniz, que se apresenta no mundo da música como Prodígio. Em conversa, confessou-nos "os "maiores" são muito mais humildes e trabalhadores que os newcomers. Começas logo a perceber como é que o trabalho tem que ser feito, não há nada de "rodriguinhos"".
Raury Com influências que vão do rap à folk, Raury estreou-se nos longa-duração com All We Need em outubro passado e recebeu aplausos de artistas como Lorde ou Andre 3000, dos Outkast.
Shamir Ratchet, o álbum de estreia de Shamir, ficou entre os 30 melhores do ano para a BLITZ e inclui temas tão viciantes quanto "On the Regular", "Call it Off" ou "In for the Kill". Influenciado por Outkast, Nina Simone ou Janis Joplin, Shamir Bailey cresceu em Las Vegas e começou por compor música country antes de se dedicar a sonoridades mais eletrónicas.
The Weeknd Já era um veterano - e tinha três mixtapes e um álbum de estreia para prová-lo - quando "Earned It", tema gravado para a banda sonora do filme As Cinquenta Sombras de Grey, deu um segundo fôlego à sua carreira. O ano foi dele com sucessos tão inescapáveis quanto "Can't Feel My Face" ou "The Hills".
Wolf Alice Os novos enfants terribles do pop/rock londrino estrearam-se com o álbum My Love is Cool e deram que falar com canções influenciadas pelos Nirvana e os Pixies. Quem apostou neles não terá ficado surpreendido quando o álbum subiu ao segundo lugar do top britânico, apenas ultrapassado pelo mais recente de Florence + The Machine.
Years & Years Partiram na frente na lista de apostas para 2015 da BBC e não desiludiram, transformando "King" e "Shine" em dois dos maiores sucessos do ano. Communion, o disco de estreia, mostrou que chegaram para agitar a pop eletrónica britânica e a BLITZ colocou-o no 25º lugar de melhores álbuns internacionais dos últimos 12 meses.