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Ariel Pink trouxe o seu mundo bizarro ao Vodafone Mexefest

Norte-americano regressou a Portugal, meses depois de se ter apresentado no NOS Primavera Sound, mas não deixou saudades.

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É perante um Coliseu ainda a meio gás que Ariel Pink se apresenta em palco, acompanhado pela sua banda, que de pronto se atira a uma longa intro hipnagógica, fogo fátuo crescendo em decibéis e dando oportunidade a todos aqueles que ainda se encontravam nas ruas de ir chegando e aconchegando. De regresso a Portugal após ter marcado presença na edição portuense do Primavera Sound, Pink trouxe consigo o seu mundo bizarro de sons, nos quais tanto cabem o coaxar de uma rã, guitarras respirando heavy metal, passagens pós-rock e, sempre, a pop dos anos 80 amachucada pela baixa fidelidade. Ainda que em disco saibamos sempre com o que contar (nomeadamente, umas quantas boas canções), ao vivo Ariel Pink não é mais que o Euromilhões; as probabilidades de nos sair a sorte grande são estupidamente escassas, com jeito acertamos em dois ou três números e numa estrela mas, na maioria das vezes, acabamos a gastar dinheiro desnecessariamente. Assim foi esta noite, como o foi em tantas outras. O norte-americano testou os limites da paciência de quase todos, e até poderíamos culpar a fraca qualidade do som, que existiu, se não o conhecêssemos já. Tanto a testou que uma sala bem composta ficou, a cada minuto que passava, com cada vez mais clareiras. Mesmo que haja quem se excite (e de que maneira) com o estranho mundo de Ariel, a maior parte do público esvazia progressivamente o Coliseu, disposta - ou indisposta - a deixar para trás o músico e seus acompanhantes e partir rumo a outras paragens, nomeadamente para Bombino ou para Peaches, com esta última a desencadear uma fila enormíssima em direção ao Tanque quarenta longos minutos antes de começar a sua atuação. Na prática, o que vimos hoje de Ariel Pink foi um mau concerto de um artista a quem devemos reconhecer a capacidade de elaborar belos temas pop ("For Kate I Wait", "Bright Lit Blue Skies", "Round And Round", "Black Ballerina"...); na gíria, foi uma banhada de todo o tamanho. Fotos de: Rita Carmo/Espanta Espíritos