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Apple Music já está disponível em Portugal e custa 6,99 euros

Serviço que congrega streaming e rádio foi hoje lançado. Primeiros três meses serão grátis. A BLITZ conta-lhe como é.

A Apple lançou hoje o seu novo serviço de música: o Apple Music. Após um período experimental de três meses, grátis, o serviço que rivaliza com o Spotify terá um valor de assinatura mensal de 6,99 euros, podendo a mesma assinatura ser alargada a 6 membros da família por 10,99 euros. Não há versão "freemium", suportada por publicidade. Para já disponível para plataformas iPhone, iPad, iPod touch, Mac e PC, o serviço que marca a entrada da Apple no mercado do streaming deverá chegar aos dispositivos Android durante este ano. No iPhone será necessário atualizar o sistema operativo para a versão 8.4, lançada hoje mesmo. Depois de um processo de atualização que, em geral, não demorará mais do que 10 minutos, o acesso faz-se através do ícone da Música, agora com fundo branco. De imediato, surgem as opções para os planos disponíveis: individual ou familiar. Os valores de assinatura indicados dizem respeito à faturação após o período grátis de 3 meses, podendo ler-se que a assinatura da Apple Music "será automaticamente renovada até que a renovação automática seja desativada na sua conta Apple Music" - ou seja, a não ser que se desligue a renovação automática, será cobrado o valor da assinatura selecionada através do modo de pagamento associado ao Apple ID (esta gestão é feita dentro da aplicação). Depois de selecionado o plano pretendido, o utilizador é confrontado com vários estilos e décadas na secção "Para Si". Ao recusar determinadas propostas, a plataforma vai adaptando as suas sugestões, propondo-se conhecer melhor o utilizador. Existirão playlists criadas por especialistas, denominados "editores musicais de Apple". Além da "biblioteca" propriamente dita, que mistura online e offline (onde poderão encontrar-se também as listas de reprodução criadas) há uma secção "Novo" que contempla, genericamente, todas as novidades musicais do serviço: tanto no seu todo, como filtradas por géneros. É uma montra em que se encontram destaques, novos álbuns, "hot tracks", edições recentes, top de músicas e vídeos e faixas áudio descobertas na funcionalidade Connect (que adiante se abordará). Prometidos estão curadores musicais - ou, lê-se na própria aplicação, "o que ouvem aqueles que estão por dentro". Do catálogo de streaming farão parte, anuncia a Apple, cerca de 30 milhões de faixas. A rádio da Apple Music denomina-se "Beats 1" e vai emitir a partir de Los Angeles para 100 países 24 horas por dia. Tem à frente Zane Lowe, conhecido radialista e divulgador inglês. Não é necessário pagar uma assinatura para ouvir a "Beats 1". Há também canais temáticos, contemplando vários estilos, do indie à música clássica. Por fim, a Apple Music fará as vezes de uma rede social na componente "Connect". Trata-se de uma espécie de feed onde os artistas e curadores que adicionamos aos favoritos publicam conteúdos ("ligue-se à música através das pessoas que a fazem acontecer"), seja um vídeo, áudio, datas de digressões ou novidades. É, para todos os efeitos, uma micro-rede social, sendo possível fazer "like", comentar ou partilhar conteúdos. Também não é preciso ter uma assinatura para estar ligado ao "Connect". Certo é que a aplicação não está integralmente traduzida para português: se o menu e as opções principais são na nossa língua, na secção "Novo" ainda há um reportório "essenciais" lado a lado com um "great working out playlists", entre outros exemplos. Também as rádios temáticas não se mostraram disponíveis na altura em que experimentámos a aplicação. Neste momento, o Spotify - líder no "campeonato" do streaming - tem, além da versão "freemium" suportada por publicidade, uma assinatura mensal de 6,99 euros pela sua modalidade "premium" (0,99 euros nos primeiros três meses para novos clientes "premium"). O serviço sueco também já previa uma solução "familiar": a assinatura aumenta 3,50 euros por cada membro da família que se adicione, até um máximo de 4.