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Ana Moura, Sérgio Godinho e Márcia, entre muitos outros, em concerto pelos ativista angolanos

Também Samuel Úria, Tó Trips, Rita Redshoes ou Sara Tavares participarão no concerto no Jardim da Aministia Internacional, em Campolide, Lisboa. 

Sérgio Godinho, Batida e Ana Moura são alguns dos artistas que atuam na quarta-feira em Lisboa, num concerto de apelo à liberdade, pelos presos políticos angolanos, que acontece no dia dos 40 anos de independência de Angola. Serão 30 artistas a atuar no jardim da Amnistia Internacional, em Campolide, também para refletir "sobre o que têm sido estes 40 anos de independência de Angola", disse à agência Lusa a cantora Selma Uamusse, uma das organizadoras do espectáculo. "Isto não é nenhuma provocação nem é uma luta política. É uma preocupação pelo que se passa em Angola. É uma ação pelos direitos humanos", sublinhou, referindo que este concerto é uma iniciativa independente que se junta às vigílas regulares que têm acontecido em Lisboa. Entre as 18h e as 23h estão previstas atuações, entre outros, de Ana Moura, Eneida Marta, Tó Trips, Samuel Úria, Luís Varatojo, Bob da Rage Sense, Rita Redshoes, Sara Tavares, Octapush, Márcia, Luís Caracol e Couple Coffee. A apresentação ficará por conta dos radialistas António Macedo e Fernando Alvim. Selma Uamusse sublinha o carácter pacifista das iniciativas que têm acontecido em Lisboa, apelando a uma maior informação sobre o que se passa em Angola em matéria de justiça e direitos humanos. Os detidos em causa estão acusados de atos preparatórios para uma rebelião e um atentado contra o Presidente angolano. O processo envolve mais duas arguidas em liberdade provisória. Os ativistas começam a ser julgados no dia 16 em Luanda. O Governo de Angola tem estado sob forte pressão internacional, com vigílias, manifestações e apelos públicos às autoridades e diretamente ao Presidente, José Eduardo dos Santos, para a libertação destes elementos. O caso ganhou maior revelo depois de um dos detidos, o rapper luso-angolano Luaty Beirão, ter realizado uma greve de fome que durou 36 dias. AGÊNCIA LUSA