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Alma de vagabundo de Benjamin Clementine conquista festivaleiros no Super Bock Super Rock

Piano de cauda, violoncelo (mais baixo e bateria), uma voz singular e canções tecidas com dor não serão ingredientes para a fórmula mais festivaleira do mundo, mas foi com eles que Benjamin Clementine conquistou o fim de tarde no palco EDP.

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Capacidade de comunicar, carisma, facilidade de encantamento: é difícil resistir ao charme algo inclassificável de Benjamin Clementine, o músico de Londres cuja história de vida parece ter sido copiada de um qualquer guião dos que costumam dar óscares em Hollywood.

O homem que vagueou pelas ruas de Paris, foi descoberto e se tornou numa sensação catapultada por Jools Holland, aplaudida por Paul McCartney ou Björk tem de facto qualquer coisa. Uma voz portentosa, esculpida ao detalhe para transportar emoção, capaz de nos dar poesia cheia de vida. Tudo isso está espelhado em At Least For Now, um daqueles discos que tem obrigado críticos a procurar novas palavras por não ser de fácil encaixe.

Mas se se percebe como podem as criações de Clementine funcionar nos auscultadores ou na aparelhagem da sala numa noite outonal, mais complicado é perceber como conseguem impacto no ambiente de festival que, seja qual for, não costuma ser meigo para a música que se tece com alguma filigrana, que exige entrega tanto do intérprete como do ouvinte.

E no entanto, o público apresenta-se rendido: as malhas que Benjamin tece no seu Steinway, emolduradas pelo discreto mas eficaz trio que o acompanha (e que, suspeita-se, bem poderia não ter aparecido que o resultado seria o mesmo), tocam num qualquer nervo do já considerável público que se encontra sob a pala do Pavilhão de Portugal. Um daqueles mistérios que não se explica, mas se saúda. No dia que a música parar de surpreender é bem capaz de morrer. E alguém ao nosso lado confirma: "o gajo é bom, pá". À falta de melhores palavras, estas terão que servir para já.

Texto: Rui Miguel Abreu 

Fotos: Rita Carmo/Espanta Espíritos