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Adele na capa da BLITZ: 'Sinto-me como se isto tudo fosse um programa de apanhados e no fim vão mandar-me de volta para casa'

A cantora inglesa está na capa da BLITZ de dezembro. Leia aqui um excerto da entrevista de Brian Hiatt a uma artista que ainda não acredita que o sucesso é de verdade.

"De certa maneira, Adele recusa-se a permitir que o sucesso penetre demasiado fundo na sua pele. Continua a ver-se como 'uma rapariga qualquer de Londres', embora uma cujo pequeno carro tem de ser seguido por um guarda-costas num Range Rover. Com o classicismo retro das suas composições e os seus arranjos quase militantemente orgânicos, 21 posicionou-se à margem da pop mainstream, mesmo quando as suas vendas ultrapassaram todas as outras. Adele está a tentar fazer uma habilidade semelhante com a sua carreira em si. 'A minha carreira não é a minha vida. É o meu passatempo', declara. Ela quer poder lançar os seus álbuns, viver em público durante uns tempos e depois regressar à sua existência privada - por vários anos de cada vez, possivelmente, de modo a poder viver o suficiente para escrever o conjunto seguinte de canções. 'Acho que ela vai fazer 20 discos', diz o seu manager, Jonathan Dickins. 'Estamos aqui para ficar muito tempo'. 'As pessoas pensam que eu odeio ser famosa', diz ela. 'E não odeio. Tenho é muito medo da fama. Penso que é muito tóxica e penso que é muito fácil ser arrastado por ela'. No início da sua carreira, enfrentou frequentes comparações musicais com Amy Winehouse, com quem se cruzou apenas algumas vezes: 'Ver a Amy deteriorar-se é uma das razões por que tenho algum medo. Entretinha-nos muito a todos ela estar um farrapo. Entristecia-me muito, mas se alguém me mostrasse uma fotografia dela com mau aspeto, eu olhava. Se não tivéssemos olhado, teriam deixado de fotografá-la. Esse nível de atenção é muito assustador, especialmente se não vives em função de toda essa cena do mundo do espetáculo'. Adele ainda se sente deslocada entre as celebridades. No início deste ano, quando foi até aos bastidores para conhecer um dos seus ídolos, Stevie Nicks, deu por si a soluçar incontrolavelmente ('com ranho e tudo'). 'Não sei se alguma vez não me irei sentir um pouco assoberbada quando vou a lugares onde estão montes de estrelas', confessa Adele, que passou a primeira década da sua vida no pobre e inseguro bairro de Tottenham. 'É como se mais tarde ou mais cedo fosse ser posta na rua. Ou como se afinal estivesse num programa de apanhados. Como se alguém me fosse enviar de volta para Tottenham'. Adele sonha recorrentemente que cai de edifícios altos." Leia a entrevista completa na BLITZ de dezembro, já nas bancas.