Blitz

Uma parceria com o jornal EXPRESSO

siga-nos

Perfil

Notícias

A 'odalisca' FKA twigs fez amigos em Portugal

Num dos concertos mais aguardados do Nos Primavera Sound, Tahliah Debrett Barnett ofereceu um espetáculo celebrado pelos fãs.

FKA Twigs
1 / 21

FKA Twigs

FKA Twigs
2 / 21

FKA Twigs

FKA Twigs
3 / 21

FKA Twigs

FKA Twigs
4 / 21

FKA Twigs

FKA Twigs
5 / 21

FKA Twigs

FKA Twigs
6 / 21

FKA Twigs

FKA Twigs
7 / 21

FKA Twigs

FKA Twigs
8 / 21

FKA Twigs

FKA Twigs
9 / 21

FKA Twigs

FKA Twigs
10 / 21

FKA Twigs

FKA Twigs
11 / 21

FKA Twigs

FKA Twigs
12 / 21

FKA Twigs

FKA Twigs
13 / 21

FKA Twigs

FKA Twigs
14 / 21

FKA Twigs

FKA Twigs
15 / 21

FKA Twigs

FKA Twigs
16 / 21

FKA Twigs

FKA Twigs
17 / 21

FKA Twigs

FKA Twigs
18 / 21

FKA Twigs

FKA Twigs
19 / 21

FKA Twigs

FKA Twigs
20 / 21

FKA Twigs

FKA Twigs
21 / 21

FKA Twigs

Em leituras rápidas antes do concerto - a estreia de FKA Twigs em Portugal e atuação única no Primavera, uma vez que não foi a Barcelona - deparámo-nos com um artigo de uma publicação brasileira, onde a britânica de 27 anos era apresentada como "deusa distópica". O epíteto assenta-lhe bem, pensamos, quando a vemos surgir em palco: silheta curvilínea sobre palco em fogo (virtual, claro), a figura deTahliah Debrett Barnett revela-se sensual e misteriosa em iguais doses. Numa versão de palco mais económica daquela que apresenta nos concertos em nome próprio, a autora de LP1, aclamadíssimo álbum de 2014, fez-se acompanhar por três músicos, que se foram entregando a percussão, orgânica e digital, maquinaria e guitarras. Ao som que produzem - batidas lentas e algo opressivas, numa espécie de R&R desacelerado e desconstruído - FKA aplica a sua voz de cristal fino. Já comparada, pelo menos pelo sentido de estética, a mulheres tão poderosas como Björk ou Frida Kahlo, a jovem que começou por ser dançarina "sensualizou" (pedimos novamente emprestada uma palavra ao flexível léxico brasileiro) com segurança e lembrou os ambientes de Massive Attack e Tricky. Satisfeita com o muito público que a viu subir ao palco Super Bock ("é sempre bom chegar a um sítio novo e ver pessoas novas"), Tahliah convenceu sobretudo em canções como "Papi Pacify", na promissora "Glass and Patron" - a incluir no próximo EP, a sair este ano - e "Two Weeks", talvez o mais próximo que tem de um hit. "Até breve!", despediu-se ao cabo de cerca de uma hora de concerto curioso, ainda que não totalmente fascinante para os não convertidos à partida. Por um lado, teria sido interessante vê-la com mais músicos e bailarinos, como nas atuações em nome próprio; por outro, o espetáculo que protagoniza exige uma certa imersão nem sempre possível no contexto festivaleiro.  Fotos de: Rita Carmo/Espanta Espíritos