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Operação U2: depois de Berlim, nunca mais foram os mesmos

As críticas ao álbum “Rattle and Hum” instigaram os U2 a mudar… e a “revolução interna” começou na cidade alemã

Apesar de ter vendido bem, “Rattle and Hum” foi encarado como um fiasco criativo pelos U2, muito devido às críticas direcionadas ao “ego grandioso” da banda. Com isso em mente, decidiram apostar num novo começo e mudaram-se de armas e bagagens para Berlim, na Alemanha, em busca de novas inspirações e da reinvenção. Foi lá que começaram, junto com os produtores Brian Eno e Daniel Lanois, a trabalhar no sétimo álbum, a que dariam o nome “Achtung Baby”.

Além de irem em busca de novas inspirações, outra coisa que influenciou a escolha da cidade alemã foi o facto de lá encontrarem o Hansa Tonstudio, onde David Bowie tinha gravado parte da sua “trilogia de Berlim” (ou seja, os álbuns “Low”, “Heroes” e “Lodger”, editados entre 1977 e 1979). Contudo, a estadia na cidade ficou marcada por algum desapontamento e por conflitos internos, com a banda a divergir quanto à direção musical que deveria seguir e a qualidade do material que tinha.

O início dos anos 90 ficou marcado pela afirmação da música eletrónica e Bono e The Edge queriam seguir por esse caminho, enquanto Adam Clayton e Larry Mullen Jr. preferiam manter uma sonoridade mais próxima da que a banda tinha feito até então. As tensões foram crescendo até ao momento em que nasceu ‘One’, a canção que lhes mostrou o que fazer. Regressaram a Dublin com o álbum perto de ficar completo.