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Bono no concerto "Live Aid", em 1985, ao lado de George Michael e Freddie Mercury

Getty Images

Operação U2: “Live Aid”, um bilhete para o clube dos grandes

Participação no evento de beneficência, no verão de 1985, expôs a banda irlandesa a novos públicos

Quando acederam a participar no concerto de beneficência “Live Aid” (tinha como intuito ajudar a combater a fome na Etiópia), no estádio de Wembley, em Londres, a 13 de julho de 1985, os U2 não sabiam o impacto que a curta atuação teria na sua carreira. O espetáculo, que também incluiu atuações de Dire Straits, Queen, David Bowie, Elton John ou Paul McCartney e foi acompanhado através da televisão por dois mil milhões de pessoas, expôs a banda a novos públicos e rendeu-lhe milhões de novos seguidores.

Em menos de 20 minutos, Bono e companhia apresentaram dois temas: ‘Sunday Bloody Sunday’ e ‘Bad’, tema de “The Unforgettable Fire” que se alongou por mais de 12 minutos e incluiu incursões por temas alheios (‘Satellite of Love’, ‘Ruby Tuesday’, ‘Sympathy for the Devil’ e ‘Walk on the Wild Side’). Durante o segundo tema, Bono saiu do palco para dançar com fãs: “parecia que tinha desaparecido para sempre”, recorda Larry Mullen em declarações citadas no site oficial da banda, “já estávamos bastante nervosos e quando ele desapareceu, ficámos em pânico”.

O espetáculo – que se realizou seis meses depois da edição do single ‘Do They Know It’s Christmas?’, assinado por uma Band Aid da qual faziam parte Bono e Adam Clayton – aconteceu já a banda se encontrava na fase final da digressão de promoção a “The Unforgettable Fire”, tendo passado, ao longo de um ano, pela Austrália e Nova Zelândia, Europa, Estados Unidos e Canadá.