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War on Drugs no NOS Primavera Sound 18

Rita Carmo

Um brinde aos novos guitar heroes com os War on Drugs no NOS Primavera Sound

Entre a americana e o psicadelismo, Adam Granduciel e companhia serviu concerto competente mas sem o fogo que se presenciou momentos antes no palco principal. Esta reportagem não tem imagens porque a banda não se deixou fotografar

Rita Carmo

Rita Carmo

Fotojornalista

Ainda o palco principal do NOS Primavera Sound fervia depois da atuação intensa de Nick Cave e já o palco Seat recebia os norte-americanos War on Drugs de Adam Granduciel. Pacato e simpático, o líder da banda de Filadélfia foi o perfeito mestre de cerimónias da pós-celebração australiana: “como estão todos? Vocês são verdadeiros heróis”, atirou assim que chegou, referindo-se, obviamente, à resistência à chuva, que continuava a não dar tréguas, do público portuense. “É um prazer estar aqui”.

Depois de uma entrada Springsteeniana – como se o ídolo de Nova Jérsia entrasse num aquário de sons abafados –, o grupo seguiu com uma atuação que prestou mais atenção, claro, ao mais recente, e quarto, álbum, “A Deeper Understanding”, entre o tralálá de ‘Pain’ e a balada devedora do psicadelismo dos Pink Floyd ‘Strangest Thing’, recuaram a “Lost in the Dream”, registo de 2014 que os lançou para a ribalta, para um corridinho ‘An Ocean in Between the Waves’, que trouxe à tona o herói da guitarra que Granduciel tem dentro.

O músico pediu “um aplauso para os rapazes que trabalharam arduamente para manter o palco e o nosso equipamento secos” e seguiu caminho, agitando os ânimos aqui ou ali, entre novos acessos de brilhantismo de guitarra, com temas mais ou menos conhecidos de uma plateia que se manteve firme e participativa até ao final.