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José Cid

Rita Carmo

José Cid não se arrepende de ter participado no Festival da Canção: “Seria mau era se desafinasse, como 90% dos concorrentes”

Numa nova entrevista, o veterano critica também a representante de Portugal na Eurovisão: “Estava aquilo a que se pode chamar de toda 'borradinha'” e defende Diogo Piçarra. “Devia ter sido mais firme e ido até ao fim”

Lia Pereira

Lia Pereira

Jornalista

José Cid voltou a falar sobre a sua participação no Festival da Canção, com o tema 'O Som da Guitarra é a Alma de Um Povo'.

“Fui cantar aquilo que considero um grande poema escrito por mim, uma grande canção de raiz portuguesa - ao contrário de todas as outras, que eram um ‘popzinho’ sofrível -, fui cantar uma grande canção e cantei-a bem, sem uma falha”, argumenta o veterano músico em entrevista ao site Notícias ao Minuto.

Honestamente, não estou nada arrependido de participar porque não belisquei o meu prestígio. Seria mau era se eu desafinasse como 90% dos outros concorrentes, mas eu não desafinei uma vez”, sublinha o músico português.

Na mesma entrevista, José Cid considera que, na final da Eurovisão, “ninguém seguiu o exemplo do Salvador Sobral, ninguém foi cantar uma canção que tivesse alma. Abro a exceção à canção da Irlanda. De resto, é tudo descartável”.

Sobre a atuação de Cláudia Pascoal, cantando 'O Jardim', de Isaura, o veterano sentencia: “A nossa canção era fraquinha poeticamente. Acho a menina [Cláudia Pascoal] muito hesitante a cantar. Estava aquilo a que se pode chamar de toda 'borradinha'”.

José Cid acredita que 'Para Sorrir Eu Não Preciso de Nada’, tema cantado por Catarina Miranda, ou o tema de Diogo Piçarra, 'Canção do Fim', seriam melhores representantes de Portugal na final.

Sobre o afastamento deste último, por suspeitas de plágio, José Cid afirma: “Aquilo foi uma armadilha para o eliminarem da possibilidade de representar Portugal. A canção dele não é plágio, está provado e eu assino por baixo”.

“O Diogo devia ter sido mais firme e, já que participou, ia até ao fim provar que não é plágio. É ridículo acusar um jovem de plagiar uma canção da IURD que tem trinta anos e barbas. Não há jovem nenhum que vá fazer isso. Isso é uma gargalhada”, conclui José Cid, que também ao Notícias ao Minuto afiança: “Sou um ícone para as novas gerações, provavelmente o único da minha época”.