Blitz

Uma parceria com o jornal EXPRESSO

siga-nos

Perfil

Notícias

Live Nation compra 50% do Rock in Rio

Maior empresa de espectáculos do mundo adquire participação na holding do Rock in Rio

A Live Nation e o Rock in Rio anunciaram nas últimas horas que a primeira irá deter uma participação na segunda. A BLITZ pode garantir que essa participação é de 50% da holding, segundo fonte próxima da gestão do Rock in Rio.

A participação da Live Nation no capital do Rock in Rio vem substituir a da SFX de Robert Sillerman. Esta última, que entretanto entrou em processo de insolvência, era parceira de Roberto Medina desde 2014. A SFX distinguia-se como uma das principais empresas no universo da música de dança sendo dona de vários dos maiores festivais do género em vários continentes. Devido a essa falência, em maio de 2017, a revista brasileira "Veja" havia dado conta do interesse da Live Nation em entrar no capital do Rock in Rio.

A Live Nation, por seu lado, é unanimemente considerada a maior empresa de espectáculos do mundo. Além dos maiores artistas, de quem gere a agenda de concertos, como U2, Madonna, Ed Sheeran ou Rihanna, é proprietária de inúmeras salas de espectáculos espalhadas por todo o mundo, da maior empresa de bilhética, a Ticketmaster, e também tem participações em vários festivais (Lollapalooza, Bonnaroo, Austin City Limits, nos Estados Unidos; e Leeds e Reading, em Inglaterra). Este ano, a Live Nation entrou no mercado brasileiro para produzir, em nome próprio e não através de intermediários, a digressão dos Foo Fighters com os Queens of the Stone Age.

A última edição do Rock in Rio de Janeiro, em outubro do ano passado, atraiu 700 mil visitantes, o que faz do festival o segundo maior do mundo e o maior da América do Sul. Em Portugal, o Rock in Rio Lisboa é, claramente, o evento musical que atrai maior número de espectadores, mais de 320 mil na edição de 2016.

Este recente movimento pode representar a entrada, a breve trecho, da Live Nation em Portugal. À época da privatização do então Pavilhão Atlântico, correram rumores de que a Live Nation só não concorreu à aquisição da sala lisboeta pois os seus estatutos impediam o investimento em empresas de países com notação lixo, o que então sucedia em Portugal.

Sobre a parceria agora tornada pública, Roberto Medina, presidente do Rock in Rio, disse que esta "vai gerar uma série de sinergias que permitirão atingir as ambições ainda maiores do Rock in Rio". Já Michael Rapino, presidente e CEO da Live Nation, disse que "Roberto Medina e a sua equipa fizeram o Rock in Rio crescer até se tornar um evento realmente global e no festival mais proeminente do emergente mercado de eventos da América do Sul".

A gestão do Rock in Rio, sabe a BLITZ, continuará a ser da responsabilidade da equipa de Roberto Medina. Porém, aguardam-se novidades relativamente a Portugal, nomeadamente no que respeita à edição de 2020. Este ano, em Lisboa, o Rock in Rio tem lugar a 23, 24, 29 e 30 de junho e entre as principais estrelas do cartaz estão Bruno Mars, Katy Perry, Killers e Demi Lovato