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Lago Leven, na Escócia

Getty Images

Polícia escocesa resgata fãs de black metal de uma ilha pensando tratar-se de culto suicida

Do grupo faziam parte adultos, crianças e um cão chamado Jazz

Os serviços de emergência escoceses montaram uma enorme operação de resgate com o objetivo de "salvar" um grupo de fãs de black metal, que foram confundidos com membros de um culto suicida.

Os fãs em questão, um grupo de seis pessoas (três homens e três crianças), estavam acampados numa ilha no Lago Leven, a 40 quilómetros de Edimburgo, quando as autoridades locais os abordaram.

"A polícia foi alertada porque alguém pensou que estávamos em perigo, e vieram salvar-nos. Fizeram um bom trabalho, mas nós não precisávamos de ser salvos", afirmou um dos membros do grupo, Panagiotis Filis, professor na Universidade de Aberdeen.

O grupo acabou por ser transportado, de barco, para fora da ilha, onde mais de vinte veículos e cinquenta membros dos serviços de emergência os aguardavam. "Foi ridículo", afirmou Ross Anderson, outro dos membros do grupo.

A polícia chegou, inclusive, a partir um dos vidros do carro de Anderson, em busca de uma nota de suicídio. "Parece-me que eles estavam excitados por poder lutar contra alguma coisa quando não havia nada contra o qual lutar", disse.

David Henderson, o terceiro membro e músico nos Nyctopia, justificou a presença do grupo naquela ilha: "fizeram-nos sentir que fizemos algo de errado, mas nós só gostamos de acampar, beber cerveja e ouvir metal", declarou.

Para Henderson, na base deste incidente esteve o facto de o grupo estar todo vestido de preto, e das crianças terem as caras pintadas a preto e branco. "As pessoas assumem que somos perigosos", desabafou.

Após o incidente, o grupo - que, para além das crianças, duas de dez anos e uma de sete, contava também com um cão chamado jazz - foi forçado a dormir nos seus carros, já que a taxa de álcool no sangue que apresentavam os impedia legalmente de conduzir.