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Aquele “verão estranho” em que os Metallica passaram a ser os maus da fita

“De repente, onde é que nos tínhamos metido? Foi desastroso”

Em 2000, os Metallica lideraram a oposição ao Napster, o então reinante serviço ilegal de partilha de música na internet. A banda norte-americana encabeçou uma lista de artistas que acionaram judicialmente a plataforma de P2P ('peer-to-peer'), um processo que se concluiu em 2003 com a passagem do Napster a serviço pago.

Ao identificaram de forma tão vincada o 'inimigo', Lars Ulrich e companhia enfrentaram críticas por parte de fãs e mesmo de outros músicos. A banda continua, dezoito anos depois, a defender-se do que considera "um mal-entendido", afirmando que nunca foi contra o 'digital' ou a tecnologia. "Era uma questão de propriedade", afirma agora o baterista e fundador da banda numa conferência Online Marketing Rockstars, na Alemanha.

"Se quisermos que a nossa música seja de graça, então oferecemo-la! Esse não é o problema. A questão é que outra empresa tomou a decisão por nós. Por isso pensámos: 'Esperem lá, isso cabe a nós decidir", afirmou Lars Ulrich.

"Na altura, encorajámos as pessoas a gravar os nossos concertos, dissemos 'tragam o vosso equipamento, levem o concerto para casa convosco'. Portanto, éramos a favor desta forma de pensar. Mas o Napster retirou-nos a liberdade de escolha", considera. "Para mim, o Napster era uma rixa de rua. Como é que de repente passámos a ser os maus? Nós fomos sempre os bons da fita"...

Ulrich admite que não interpretou da melhor forma "a temperatura do resto do mundo sobre a questão Napster. De repente, onde é que nos tínhamos metido? Foi desastroso, foi um verão estranho".

Veja aqui a conferência na íntegra: